perdoar é bom para nós...
Jesus nos diz: "perdoar de todo coração"(Mt 18,35)
São João afirma: "Aquele que diz que ama a Deus e odeia seu irmão é um mentiroso" Como pode amar a Deus que não vê, e não ama o irmão que vê ? (1Jo 4,20...).
"O perdão não é sentimento, mas um ato da vontade. Se eu quero, posso perdoar. Jesus insistiu tantas vezes no perdão... Ele não pediria algo que não pudéssemos fazer. Perdoar é uma decisão de cada um. É uma ato da vontade que preciso e devo querer realizar. Talvez o mais difícil seja nos convencer de que perdoar é bom para nós.
Quase todos concluem que nada perdem. Só tem a ganhar. Então, se nada perco e só ganho, porque não perdoar?! Quando estou com ódio de uma pessoa, eu a "aprisiono dentro do meu coração". E qual a vantagem de tratar de presos e carregá-los dentro de nós? O preso dá lucro para quem? Os efeitos ou consequências pela falta de perdão são: dor de cabeça, de coluna, enxaqueca artrite, gastrite e tantas outras doenças que chegam até 90% das doenças emocionais, segundo médicos e especialistas.
Perdoem!... e encontrarão saúde e paz!...
Exercício do perdão: lembrar e perdoar. Relembrar detalhadamente o que nos causou aquela mágoa e perdoar realmente a quem nos ofendeu, declarando-o inocente. Quanto mais detalhes eu lembrar do momento da ofensa, melhor; pois terei melhor condição de perdoar profunda e detalhadamente. Ao recordar a cena, traga Jesus ali presente e peça sua ajuda. Porque ele disse: "sem mim nada podeis fazer" (Jo 15,5). Para perdoar, devemos rever a cena da ofensa e fazer o que Jesus fez: olhando para aqueles que o feriram, agrediram, injuriaram e o pregaram na cruz, ele disse: "Pai! Não leve em conta o que eles fizeram" (Lc 23,34). Jesus reviu tudo o que seus inimigos fizeram e diante do Pai, disse: "Pai! eu os declaro inocentes".
A necessidade de perdoar e ser perdoado estende-se também às nossas relações com Deus. Muitas vezes os seres humanos se zangam também com o Senhor, e há várias passagens da Bíblia que ilustram essa atitude. Moisés reclamou de Deus: "Por que afliges vosso servo? Por que eu não acho favor a vossos olhos, vós que me impusestes a carga de todo esse povo?Se é para me tratardes assim, prefiro ser morto!" (Nm11,12 e 15). Em vários salmos também expressam descontentamento com a Divina Providência. O problema se agrava, quando permitimos que nossa raiva e ressentimento se implantem como obstáculo ao seu amor ; em caso de perda súbita de um ente querido e ou/uma doença grave. Ocasionalmente a nossa raiva contra Deus é tão sutil, que não percebemos ser ela a causa de falta de alegria, de incapacidade para rezar, de falta de confiança ou desespero. A meditação das passagens da Bíblia em que Jesus fala do "Pai" pode nos ajudar a adquirir uma visão melhor do seu imenso amor. Para que possamos experimentar a resposta ao pedido que o Senhor fez por nós: "Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu te conheço, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhe o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles".(Jo 1, 25-26).
Perdoar a outra pessoa não significa que eu deva renunciar a luta por meus direitos. O que não se pode é ficar com mágoa e ressentimento no coração. Jesus insiste que devemos perdoar de todo coração. Mas isso não significa deixar de lutar para que faça justiça. Nossa luta pela justiça é para que cada um fique com a justa e legítima parte que lhe cabe". Quando estamos doando o perdão, estamos doando amor. Perdoar é uma característica dos fortes. Aquele que perdoa os erros do próximo, recebe de Deus o perdão pelas suas faltas. O verdadeiro perdão inclui o esquecimento da ofensa e a disposição de se comunicar com o outro quando as circunstâncias nos fazem encontrá-lo.
Reflexão: "As ofensas cravam espinhos nas pessoas e resistem ao tempo... Perdoar é mais barato que ficar com mágoa; pois, a mágoa, o ressentimento nos faz adoecer. Se nada perco e só ganho, por que não fazê-lo? Pelo perdão acontece a cura. No momento que perdoo, arranco o espinho que alguém cravou em minhas emoções, com uma ofensa no passado".Façamos essa pergunta a nós mesmos: "Se perdoar o que eu vou perder? Concretamente, o que eu vou perder?!..."
Ao entardecer da vida, seremos julgados pelo amor!...
Fonte: A Bíblia Sagrada
A Cura Pelo Amor, Pe. Alir Sanagiotto, SCJ - Ed Loyola
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Perdão, chave do nosso relacionamento com Deus
Deus não pode perdoar a quem não perdoa
Perdoa a teu próximo seus erros!...
"Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado" (Jo 13,34).
Jesus ensina que Deus não pode perdoar a quem não perdoa, para pedir perdão é preciso perdoar o próprio irmão. Ele fala com determinação sobre essa verdade, citando a parábola do devedor implacável e insiste na necessidade do perdão quando ensina a rezar o do Pai Nosso. Jesus não sugeriu apenas que devíamos nos amar uns aos outros, ordenou-o como um novo mandamento.
Parábola do devedor implacável: - "Eis porque o Reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu acertar contas com seus servos. Ao começar o acerto, trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos. Não tendo este com que pagar, o senhor ordenou que o vendessem, juntamente com a mulher e com os filhos e todos os seus bens, para o pagamento da sua dívida. O servo porém, caiu aos seus pés e prostrado, suplicava-lhe: 'Dá-me um prazo e eu te pagarei tudo'. Diante disso, o senhor compadecendo-se do servo, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Mas, quando saiu dali, esse servo encontrou um de seus companheiros de servidão, que lhe devia cem denários e agarrando-o pelo pescoço pôs-se a sufocá-lo e a insistir: 'Paga-me o que me deves'. O companheiro caindo a seus pés, rogava-lhe: 'Dá-me um prazo e eu te pagarei. Mas ele não quis ouvi-lo, antes, retirou e mandou lançá-lo na prisão até que pagasse o que devia. Vendo os companheiros de serviço o que acontecera, ficaram muito penalizados e, procurando o senhor, contaram-lhe todo o acontecido. Então o senhor mandou chamar aquele servo e lhe disse: 'Servo mau, eu te perdoei toda a sua dívida, porque me rogaste. Não devias também tu ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' Assim encolerizado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida. Eis como meu Pai celeste agirá convosco, se cada um de vós não perdoar, de coração, ao seu irmão"(Mt 18,23-35)
Seguindo o exemplo de Deus e de Jesus ( Lc 23,34+) e assim como já faziam os israelitas entre si, os cristãos devem perdoar uns aos outros.( Lv 19,18- 19 . Ef 4,32; 2Cor 2,7). O "o próximo" aplica-se a todos os homens, compreendendo aqueles, aos quais é preciso pagar o mal com o bem".
"Perdoa a teu próximo seus erros, assim quando rezares teus pecados te serão perdoados. Se um homem nutre algum rancor contra outrem, como pode pedir a Deus a saúde? De um homem, seu semelhante não tem compaixão, e rezará pelas suas faltas?" (Sl 27,30 ; 28,7).
O perdão não é somente uma condição preliminar de vida nova, mas um dos elementos essenciais: Jesus ordena a Pedro a perdoar incansavelmente, ao contrário do pecador que tende a vingar-se sem medida. ( Mt18,21s . Gn 4,24). Vencer o mal com o bem. O cristão deve sempre perdoar e perdoar por amor, como Cristo, como o Pai ( Cl 3,13 ; Ef 4,32).
O ato de perdoar é uma decisão, um ato de nossa vontade - que pode ser eficaz mesmo quando não estamos dispostos a favor da outra pessoa. A decisão de perdoar o outro derruba o obstáculo que impede a ação do amor de Deus e, nossas preces são atendidas. Quando nos decidimos a dar o passo e fazer um ato de perdão na oração, o mecanismo espiritual é posto em movimento para que todo o nosso ser responda com amor, se sinceramente desejamos perdoar".
Reflexão: O perdão não só tem a chave do nosso relacionamento com Deus, mas chave do nosso relacionamento com os outros. A falta de perdão tirará nossa paz, alegria e saúde. Às vezes precisamos praticar continuamente esse ato de perdão, quando vivemos com alguém que sempre está nos ferindo.
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia.
Vocabulário de Teologia Bíblica - Ed. Vozes.
A Cura pelo Amor - Pe. Alir Sanagiotto,SCJ , Ed. Loyola
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
O Deus de perdão
O amor de Deus pela sua criatura, o homem
Deus ama o pecador e não o pecado
"Conforme as Escrituras, o pecador é um devedor a quem Deus com seu perdão perdoa a dívida (Nr 14,19); perdão tão eficaz que Deus já não vê o pecado, expiado, destruído. Cristo, acentua que o perdão é gratuito e o devedor é incapaz de saldar (Lc 7,42; Mt 18,25ss).
É em face do pecado que o Deus zeloso se revela um Deus de perdão (Ex 20,5). A apostasia que se segue após a Aliança a que mereceria a destruição do povo ( Ex 32,30ss) é a ocasião se proclamar "Deus de ternura e de piedade, lento para se irar, rico em graça e em fidelidade... que tolera falta, transgressão e pecado, mas nada deixa em pune...".
Somos um povo de cerviz dura, mas ele perdoa nossas faltas e pecados e faze de nós herança! (Ex 34,6-9) O coração de Deus não é o do homem e o Santo não gosta de destruir (Os 11,8ss) longe de querer a morte do pecador, deseja sua conversão (Ez 18,23) para lhe conceder seu perdão, pois os "seus caminhos não são os nossos caminhos", e seus pensamentos transcendem os nossos pensamentos" (Is 55,7ss).
Deus perdoa o pecador de coração contrito e sincero, que se arrepende verdadeiramente. Perdoando-o reconforta-o, purificando e cumulando de alegria seu coração contrito e humilhado (Sl 51,10-14.19). O Deus que ama tudo que fez e que tem piedade de todos, que fecha os olhos aos pecados dos homens a fim de que se arrependam, que os castiga pouco a pouco e lhes lembra em que consiste seu pecado a fim que nele creiam (Sb 11,23-12,2); ele manifesta assim que é o Todo-Poderoso cuja característica é perdoar (Sb 11,23-26).
O perdão de Deus através de Jesus Cristo - "Jesus foi enviado pelo seu Pai ao mundo como Salvador e não como juiz. Ele chama à conversão todos os que dela necessitam e suscita à conversão (Lc19,1-10) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca ( Mt 18,12ss). A fé humilde se abre a esse perdão, ao passo que ao orgulhoso, ele se fecha.
Jesus apresenta Deus como modelo de misericórdia e perdão ( Lc 6,35s).
Cristo coroa sua obra alcançando para os pecadores o perdão de seu Pai. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1,29), salvando o mundo. Derrama seu sangue em remissão dos pecados ( Mt 14,24). Por seu sangue somos purificados, lavados de nossas culpas (1J 1,7; Ap 1,5)".
Reflexão: Não tenha medo de olhar para dentro de si e reconhecer que você não é super homem, mas um ser humano com limitações; tem momentos vacilantes e reações incoerentes e que depende do amor do Pai para amar o próximo. Deus é fonte de amor, misericórdia e perdão "Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, se vós não as ouvis, é porque não sois de Deus ( Jo 8,47).
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes.
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Deus ama o pecador e não o pecado
"Conforme as Escrituras, o pecador é um devedor a quem Deus com seu perdão perdoa a dívida (Nr 14,19); perdão tão eficaz que Deus já não vê o pecado, expiado, destruído. Cristo, acentua que o perdão é gratuito e o devedor é incapaz de saldar (Lc 7,42; Mt 18,25ss).
É em face do pecado que o Deus zeloso se revela um Deus de perdão (Ex 20,5). A apostasia que se segue após a Aliança a que mereceria a destruição do povo ( Ex 32,30ss) é a ocasião se proclamar "Deus de ternura e de piedade, lento para se irar, rico em graça e em fidelidade... que tolera falta, transgressão e pecado, mas nada deixa em pune...".
Somos um povo de cerviz dura, mas ele perdoa nossas faltas e pecados e faze de nós herança! (Ex 34,6-9) O coração de Deus não é o do homem e o Santo não gosta de destruir (Os 11,8ss) longe de querer a morte do pecador, deseja sua conversão (Ez 18,23) para lhe conceder seu perdão, pois os "seus caminhos não são os nossos caminhos", e seus pensamentos transcendem os nossos pensamentos" (Is 55,7ss).
Deus perdoa o pecador de coração contrito e sincero, que se arrepende verdadeiramente. Perdoando-o reconforta-o, purificando e cumulando de alegria seu coração contrito e humilhado (Sl 51,10-14.19). O Deus que ama tudo que fez e que tem piedade de todos, que fecha os olhos aos pecados dos homens a fim de que se arrependam, que os castiga pouco a pouco e lhes lembra em que consiste seu pecado a fim que nele creiam (Sb 11,23-12,2); ele manifesta assim que é o Todo-Poderoso cuja característica é perdoar (Sb 11,23-26).
O perdão de Deus através de Jesus Cristo - "Jesus foi enviado pelo seu Pai ao mundo como Salvador e não como juiz. Ele chama à conversão todos os que dela necessitam e suscita à conversão (Lc19,1-10) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca ( Mt 18,12ss). A fé humilde se abre a esse perdão, ao passo que ao orgulhoso, ele se fecha.
Jesus apresenta Deus como modelo de misericórdia e perdão ( Lc 6,35s).
Cristo coroa sua obra alcançando para os pecadores o perdão de seu Pai. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1,29), salvando o mundo. Derrama seu sangue em remissão dos pecados ( Mt 14,24). Por seu sangue somos purificados, lavados de nossas culpas (1J 1,7; Ap 1,5)".
Reflexão: Não tenha medo de olhar para dentro de si e reconhecer que você não é super homem, mas um ser humano com limitações; tem momentos vacilantes e reações incoerentes e que depende do amor do Pai para amar o próximo. Deus é fonte de amor, misericórdia e perdão "Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, se vós não as ouvis, é porque não sois de Deus ( Jo 8,47).
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes.
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sábado, 7 de julho de 2012
Conversão do coração, uma vida nova
Convertei-vos e crede no Evangelho
Jesus anuncia o Reino de Deus, revela que Deus é Pai, cuja vontade é que ninguém se perca (Mt 18,12s)
Um convite à conversão do coração:
"O ato de conversão implica em uma vontade de mudança de atitude, uma mudança moral, mas é sobretudo um apelo, um ato de confiança: "Meu Deus, tende piedade de mim pecador". (Lc 18,13) Contudo, a conversão deve incluir não só um retorno moral, mas também um ato positivo de fé em Cristo. Esse arrependimento terá como resposta perdão dos pecados (At 2,38; 3,19; 5,31) será selado pela recepção do batismo e pelo dom do Espírito Santo (At 2,38).
" A conversão é uma graça devida à iniciativa divina : é sempre o pastor que sai a procura da ovelha perdida (Lc15,4ss). A resposta humana a essa graça é analisada concretamente na parábola do filho pródigo, que põe em admirável relevo a misericórdia do Pai (Lc 15,11-32). O Evangelho do Reino traz uma revelação desconsertante de que "Há mais alegria no céu por um pecador que se converte, do que noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência" (Lc15,7.10).
O apelo à conversão para participar do Reino de Deus é anunciado por João Batista e Jesus volta a fazê-lo em termos próprios no início do seu ministério e com poder. ( Mc1,15; Mt 4,17);
"Jesus mostra para com os pecadores uma atitude de acolhimento que escandaliza os fariseus (Mt 9,10-13). Ele chama à conversão todos os que dela necessitam ( Lc 5,32p) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em curar e perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca (Mt 18,12ss). Jesus não somente anuncia esse perdão ao qual a fé humilde se abre, ao passo que o orgulho se lhe fecha.( Lc 7,47-50; 18,9-14). Ele apresenta Deus como modelo de misericórdia ( Lc 6,35ss) para aqueles dos quais é Pai, e que devem imitá-lo para serem seus verdadeiros filhos ( Mt5,43ss. 48).
Jesus veio para "chamar os pecadores à conversão" (Lc 5,32), aí está um aspecto essencial do Evangelho do Reino. O homem que toma consciência do seu estado de pecador pode aliás voltar-se a Jesus com confiança, pois o Filho do Homem tem o poder de perdoar os pecados (Mt 9,6).
"Mas a mensagem de conversão esbarra na auto suficiência humana em todas as suas formas,o apego às riquezas ( Mc 10,21-25) até a orgulhosa segurança dos fariseus ( Lc 18,9). A impenitência atual de Israel é sinal do endurecimento do seu coração. Se não mudarem de conduta,os ouvintes de Jesus perecerão à semelhança da figueira estéril. (Lc 136-9 ; Mt 21,18-22)". Os cristãos de origem judaica constatam com surpresa que "o arrependimento que leva à vida é oferecido aos pagãos como a eles" (At 11,18) que além de buscar o arrependimento moral e exige que desapegue dos ídolos para se voltarem para o Deus vivo.(At 14,15). Uma vez dado o primeiro passo, são levados a "se voltar para Cristo, pastor e guarda de suas almas" (1P ,25).
" Jesus compara a Palavra de Deus com uma semente colocada no coração do homem, para ali ser o princípio da vida moral nova ( Mt 13,18-23 p). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado de crianças" para entrar no reino dos céus ( Mt18,3). Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" (Jo 3,3.5).
Para renascer sobrenaturalmente, o homem deve portanto receber em si um princípio de vida vindo "do alto", de Deus; ora com a Palavra, ora o com o Espírito de Deus. Segundo 1P 1,22-25, Deus nos gerou por sua Palavra ( a pregação evangélica) que ele depositou em nós como "semente" de vida e a qual devemos obedecer. Como crianças recém-nascidas, desejamos o leite da Palavra que nos deve fazer crescer até a salvação (1P2,2). Cristo, palavra de Deus que se deve "receber" pela fé ( Jo 1,1. 12s)".
"Vida nova- recriado pela Palavra e pelo Espírito o homem se torna um ser novo cujo comportamento moral é radicalmente transformado. Ele abandona o mal e já não segue suas paixões e obedece à Palavra que lhe prescreve o amor aos irmãos, não pode mais pecar contra as exigências do amor fraternal (1J 3,9s). Ele vive doravante sob a moção do Espírito (Rm 8,14) e enxertado na vida de Cristo" ( Rm 6,5).
" Se Deus muda o coração do homem, começa então aparecer os sinais de fé que só Jesus ressuscitado pode fazer isso por nós". ( João Paulo II)
Reflexão:Converter-se a Deus é seguir a Jesus Cristo. É preciso querer uma vida nova e estar aberto à Palavra e a ação de Deus na sua vida, seguir seus preceitos, e a Verdade vos libertará. "Tenha consciência, seja lá quem fores, de que tu és amado! Lembra-te: o Evangelho é um convite à alegria! Não te esqueças que tens um Pai e que toda vida, mesmo a mais insignificante aos olhos humanos, tem valor eterno e infinito aos seus olhos!" (João Paulo II).
Fonte: As Escrituras, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
Cruzando o Limiar da Esperança de João Paulo II/ a Vittorio Messori, Ed. Francisco F. Alves
Um convite à conversão do coração:
"O ato de conversão implica em uma vontade de mudança de atitude, uma mudança moral, mas é sobretudo um apelo, um ato de confiança: "Meu Deus, tende piedade de mim pecador". (Lc 18,13) Contudo, a conversão deve incluir não só um retorno moral, mas também um ato positivo de fé em Cristo. Esse arrependimento terá como resposta perdão dos pecados (At 2,38; 3,19; 5,31) será selado pela recepção do batismo e pelo dom do Espírito Santo (At 2,38).
" A conversão é uma graça devida à iniciativa divina : é sempre o pastor que sai a procura da ovelha perdida (Lc15,4ss). A resposta humana a essa graça é analisada concretamente na parábola do filho pródigo, que põe em admirável relevo a misericórdia do Pai (Lc 15,11-32). O Evangelho do Reino traz uma revelação desconsertante de que "Há mais alegria no céu por um pecador que se converte, do que noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência" (Lc15,7.10).
O apelo à conversão para participar do Reino de Deus é anunciado por João Batista e Jesus volta a fazê-lo em termos próprios no início do seu ministério e com poder. ( Mc1,15; Mt 4,17);
"Jesus mostra para com os pecadores uma atitude de acolhimento que escandaliza os fariseus (Mt 9,10-13). Ele chama à conversão todos os que dela necessitam ( Lc 5,32p) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em curar e perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca (Mt 18,12ss). Jesus não somente anuncia esse perdão ao qual a fé humilde se abre, ao passo que o orgulho se lhe fecha.( Lc 7,47-50; 18,9-14). Ele apresenta Deus como modelo de misericórdia ( Lc 6,35ss) para aqueles dos quais é Pai, e que devem imitá-lo para serem seus verdadeiros filhos ( Mt5,43ss. 48).
Jesus veio para "chamar os pecadores à conversão" (Lc 5,32), aí está um aspecto essencial do Evangelho do Reino. O homem que toma consciência do seu estado de pecador pode aliás voltar-se a Jesus com confiança, pois o Filho do Homem tem o poder de perdoar os pecados (Mt 9,6).
"Mas a mensagem de conversão esbarra na auto suficiência humana em todas as suas formas,o apego às riquezas ( Mc 10,21-25) até a orgulhosa segurança dos fariseus ( Lc 18,9). A impenitência atual de Israel é sinal do endurecimento do seu coração. Se não mudarem de conduta,os ouvintes de Jesus perecerão à semelhança da figueira estéril. (Lc 136-9 ; Mt 21,18-22)". Os cristãos de origem judaica constatam com surpresa que "o arrependimento que leva à vida é oferecido aos pagãos como a eles" (At 11,18) que além de buscar o arrependimento moral e exige que desapegue dos ídolos para se voltarem para o Deus vivo.(At 14,15). Uma vez dado o primeiro passo, são levados a "se voltar para Cristo, pastor e guarda de suas almas" (1P ,25).
" Jesus compara a Palavra de Deus com uma semente colocada no coração do homem, para ali ser o princípio da vida moral nova ( Mt 13,18-23 p). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado de crianças" para entrar no reino dos céus ( Mt18,3). Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" (Jo 3,3.5).
Para renascer sobrenaturalmente, o homem deve portanto receber em si um princípio de vida vindo "do alto", de Deus; ora com a Palavra, ora o com o Espírito de Deus. Segundo 1P 1,22-25, Deus nos gerou por sua Palavra ( a pregação evangélica) que ele depositou em nós como "semente" de vida e a qual devemos obedecer. Como crianças recém-nascidas, desejamos o leite da Palavra que nos deve fazer crescer até a salvação (1P2,2). Cristo, palavra de Deus que se deve "receber" pela fé ( Jo 1,1. 12s)".
"Vida nova- recriado pela Palavra e pelo Espírito o homem se torna um ser novo cujo comportamento moral é radicalmente transformado. Ele abandona o mal e já não segue suas paixões e obedece à Palavra que lhe prescreve o amor aos irmãos, não pode mais pecar contra as exigências do amor fraternal (1J 3,9s). Ele vive doravante sob a moção do Espírito (Rm 8,14) e enxertado na vida de Cristo" ( Rm 6,5).
" Se Deus muda o coração do homem, começa então aparecer os sinais de fé que só Jesus ressuscitado pode fazer isso por nós". ( João Paulo II)
Reflexão:Converter-se a Deus é seguir a Jesus Cristo. É preciso querer uma vida nova e estar aberto à Palavra e a ação de Deus na sua vida, seguir seus preceitos, e a Verdade vos libertará. "Tenha consciência, seja lá quem fores, de que tu és amado! Lembra-te: o Evangelho é um convite à alegria! Não te esqueças que tens um Pai e que toda vida, mesmo a mais insignificante aos olhos humanos, tem valor eterno e infinito aos seus olhos!" (João Paulo II).
Fonte: As Escrituras, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
Cruzando o Limiar da Esperança de João Paulo II/ a Vittorio Messori, Ed. Francisco F. Alves
quarta-feira, 4 de julho de 2012
O Evangelho do Reino de Deus
Ouvir a Jesus é ouvir o próprio Deus
Observação: Esta página havia sido publicada no início de julho, mas por um lapso 'ela foi apagada', por isso estou publicando novamente, devido a importância de se conhecer o que diz Jesus sobre o Reino de Deus.
Jesus em sua pregação põe em primeiro lugar o Reino de Deus. "O que ele anuncia é a Boa Nova do Reino (Mt 4,23; 9,35). Os milagres de Jesus são os sinais da presença do Reino e fazem entrever o seu significado. Na nova Aliança anunciada pelos profetas, Deus grava-la-á no coração de cada homem, no mais íntimo do próprio ser, ou então, é o Espírito que deve vir renovar o coração do homem (Ez 36,26ss).
Jesus compara a Palavra de Deus como uma semente colocada no coração do homem para ali ser princípio de vida moral nova ( Mt 13,18-23). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado das crianças" para entrar no reino dos céus (Mt 18,3): como a criança, deve o homem aceder em receber tudo de Deus. Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" ( Jo 3,3.5). O Reino vem quando a Palavra de Deus é dirigida aos homens, como uma semente atirada à terra: o reino tem que crescer e crescerá por seu próprio poder, como grão ( Mt 13,3-9; 18-23).
Parábola do semeador. Assim disse Jesus: "Eis que o semeador saiu para semear. E ao semear,uma parte caiu à beira do caminho e as vieram e a comeram. Outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra. Logo brotou, porque a terra era pouco profunda. Mas, ao surgiu o sol, queimou-se e por não ter raiz, secou. Outra ainda caiu entre os espinhos. Os espinhos cresceram e abafaram. Outra parte caiu em terra boa e produziu fruto, um cem, outra sessenta e outra trinta. Quem tem ouvidos, ouça!" Aproximando os discípulos perguntaram-lhe:" Porque falas em parábolas?" Jesus respondeu: " Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não". Certamente haveis de ouvir, e jamais entendereis. Certamente haveis de enxergar e jamais vereis, porque o coração desse povo se tornou insensível. E eles ouviram de má vontade, e fecharam os olhos, para não acontecer que vejam com os olhos e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração e se convertam, eu os cure.Mas felizes os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Explicação da parábola do semeador:-"Alguém ouve a Palavra do Reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Esse é que foi semeado à beira do caminho. O que foi semeado em lugares pedregosos, é aquele que ouve a palavra e a recebe imediatamente com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, é de momento : quando surge uma tribulação ou uma perseguição por causa da Palavra, logo sucumbe. O que foi semeado entre os espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas os cuidados do mundo e a sedução da riqueza sufocam a Palavra e ela se torna infrutífera. O que foi semeado em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a entende. Esse dá fruto produzindo à razão de cem, sessenta e trinta."
O Reino de Deus é um dom de Deus por excelência, mas para recebê-lo é preciso cumprir certas condições. Se tudo é de graça, os homens devem responder à graça: uma alma simples, uma atitude de criança, uma ativa busca do Reino e sua justiça, o cumprimento da vontade do Pai, especialmente a caridade fraterna ( Mt 25,34), tudo isso se exige de quem quer entrar no Reino e finalmente herdá-lo. Pois todos serão chamados, mas nem todos serão eleitos. É preciso crer em Jesus para entrar no Reino. Jesus é o semeador, nosso coração a terra, e a semente a palavra de Deus.
Os pecadores endurecidos no mal " não herdarão o Reino de Cristo e de Deus" (1Co 6,9s; Gl 5,21; Ap 22,14s). Consultem as citações bíblicas para maior conhecimento dessa realidade.
Reflexão: O mundo nos seduz com suas tentadoras e constantes ofertas. Infelizmente, a busca pelos bens materiais, status, poder e fama, constantemente nos seduz e nos leva a querer e a ter mais e mais, deixando de lado a fraternidade, os princípios básicos da moral, e da ética. De coração endurecido, o homem se fecha à Palavra de Deus e não produz frutos de vida eterna. Só os que ouvem a Palavra de Deus e creem, aceitam e guardam no seu coração. Deixando-a germinar produzem frutos. O Pai nos ama e não quer que ninguém se perca. E por isso Jesus veio para nos ensinar como chegar até o Pai. Para aprofundar no conhecimento da Palavra, sugiro ler as citações bíblicas da página.
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
imagem: Jesus_ pregando jpg +1
"É preciso crer em Jesus para entrar no reino dos céus" (At 8,12)
Jesus em sua pregação põe em primeiro lugar o Reino de Deus. "O que ele anuncia é a Boa Nova do Reino (Mt 4,23; 9,35). Os milagres de Jesus são os sinais da presença do Reino e fazem entrever o seu significado. Na nova Aliança anunciada pelos profetas, Deus grava-la-á no coração de cada homem, no mais íntimo do próprio ser, ou então, é o Espírito que deve vir renovar o coração do homem (Ez 36,26ss).
Jesus compara a Palavra de Deus como uma semente colocada no coração do homem para ali ser princípio de vida moral nova ( Mt 13,18-23). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado das crianças" para entrar no reino dos céus (Mt 18,3): como a criança, deve o homem aceder em receber tudo de Deus. Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" ( Jo 3,3.5). O Reino vem quando a Palavra de Deus é dirigida aos homens, como uma semente atirada à terra: o reino tem que crescer e crescerá por seu próprio poder, como grão ( Mt 13,3-9; 18-23).
Parábola do semeador. Assim disse Jesus: "Eis que o semeador saiu para semear. E ao semear,uma parte caiu à beira do caminho e as vieram e a comeram. Outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra. Logo brotou, porque a terra era pouco profunda. Mas, ao surgiu o sol, queimou-se e por não ter raiz, secou. Outra ainda caiu entre os espinhos. Os espinhos cresceram e abafaram. Outra parte caiu em terra boa e produziu fruto, um cem, outra sessenta e outra trinta. Quem tem ouvidos, ouça!" Aproximando os discípulos perguntaram-lhe:" Porque falas em parábolas?" Jesus respondeu: " Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não". Certamente haveis de ouvir, e jamais entendereis. Certamente haveis de enxergar e jamais vereis, porque o coração desse povo se tornou insensível. E eles ouviram de má vontade, e fecharam os olhos, para não acontecer que vejam com os olhos e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração e se convertam, eu os cure.Mas felizes os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Explicação da parábola do semeador:-"Alguém ouve a Palavra do Reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Esse é que foi semeado à beira do caminho. O que foi semeado em lugares pedregosos, é aquele que ouve a palavra e a recebe imediatamente com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, é de momento : quando surge uma tribulação ou uma perseguição por causa da Palavra, logo sucumbe. O que foi semeado entre os espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas os cuidados do mundo e a sedução da riqueza sufocam a Palavra e ela se torna infrutífera. O que foi semeado em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a entende. Esse dá fruto produzindo à razão de cem, sessenta e trinta."
O Reino de Deus é um dom de Deus por excelência, mas para recebê-lo é preciso cumprir certas condições. Se tudo é de graça, os homens devem responder à graça: uma alma simples, uma atitude de criança, uma ativa busca do Reino e sua justiça, o cumprimento da vontade do Pai, especialmente a caridade fraterna ( Mt 25,34), tudo isso se exige de quem quer entrar no Reino e finalmente herdá-lo. Pois todos serão chamados, mas nem todos serão eleitos. É preciso crer em Jesus para entrar no Reino. Jesus é o semeador, nosso coração a terra, e a semente a palavra de Deus.
Os pecadores endurecidos no mal " não herdarão o Reino de Cristo e de Deus" (1Co 6,9s; Gl 5,21; Ap 22,14s). Consultem as citações bíblicas para maior conhecimento dessa realidade.
Reflexão: O mundo nos seduz com suas tentadoras e constantes ofertas. Infelizmente, a busca pelos bens materiais, status, poder e fama, constantemente nos seduz e nos leva a querer e a ter mais e mais, deixando de lado a fraternidade, os princípios básicos da moral, e da ética. De coração endurecido, o homem se fecha à Palavra de Deus e não produz frutos de vida eterna. Só os que ouvem a Palavra de Deus e creem, aceitam e guardam no seu coração. Deixando-a germinar produzem frutos. O Pai nos ama e não quer que ninguém se perca. E por isso Jesus veio para nos ensinar como chegar até o Pai. Para aprofundar no conhecimento da Palavra, sugiro ler as citações bíblicas da página.
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Jesus é luz na vida dos que o seguem
"Não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo"
"Quem me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida"( Mc 8,12)
Luz, só Jesus - a luz que vem do alto!
"A sua ação iluminadora é em decorrência daquilo que ele é em si mesmo: a própria Palavra de Deus, vida e luz dos homens, luz verdadeira que ilumina todo homem vindo a este mundo". "Eu vim ao mundo, para todo aquele que crê em mim não ande nas trevas." (Mc 12,46) A revelação de Jesus como luz do mundo, vem mostrar que é o oposto das trevas, no plano moral: a luz refere ao domínio de Deus e de Cristo como sendo do bem e da justiça; as trevas referem ao domínio de Satanás como sendo do mal, da impiedade, embora Satanás se disfarce de anjo de luz para seduzir os homens. (2Cor 6,14 . 11,14)
Das trevas à luz - Por nascença, todos os homens pertencem ao domínio das trevas, notadamente os pagãos "de pensamentos obscurecidos" ( Ef 4,18). Foi Deus que nos chamou das trevas à sua admirável luz ( 1P 2,9). A graça decisiva é experimentada na hora do batismo, quando "Cristo luziu sobre nós"( Ef 5,14) e fomos "iluminados" ( He 6,4). Outrora éramos trevas, agora, luz no Senhor (Ef 5,8) o que nos propõe uma linha de conduta: "viver como filhos da luz" ( Ef 5,8)
Os iluminados são aqueles que foram batizados no Espírito Santo e o dom do Espírito Santo é um dom gratuito. Quando nos esforçamos para amar, não estamos sob a ação do Espírito Santo. Com esforço, nos cansamos e nos desanimamos. É preciso que acreditemos que é através da fé, do perdão de Jesus que realmente amamos. Deus se manifesta na pessoa concreta de Jesus. Deus atua na existência da pessoa. Ele se manifesta numa experiência concreta, ex.: a história de Abraão, de são Paulo, e outros... Deus se manifesta não pela lei, mas pela gratuidade. Experimentando a gratuidade do perdão e do amor no nosso coração, nós mudamos...
Os que fazem o mal fogem da luz, para que suas obras não sejam reveladas; os que agem dentro da verdade aproxima da Luz e creem na luz para se tornarem filhos da luz. ( Jo 3,19ss . 12,36). Jesus recomendava: é preciso que o homem não deixe apagar-se na luz interior, assim como precisa velar sobre seu olho, lâmpada do seu corpo. São Paulo também recomendava: " é necessário revestir-se das armas da luz e desfazer-se das obras das trevas, na preocupação de não sermos surpreendidos pelo 'Dia do Senhor.' ( Rm 13,12s) . (1Tl 5,4-8)
Nossa sociedade nos conduz para alienação... O mundo inteiro se acha subordinado à precariedade, submetido à corrupção e à morte do ser.. Mas o Senhor providenciará os acontecimentos para que possamos sair desse estado de vida. Através do Espírito Santo, conheceremos a gratuidade do perdão, experimentaremos amar o outro sem esforço, com o amor de Jesus.
Na Igreja e no Evangelho encontraremos a fé em Cristo Jesus. A fé vem pela escuta da Palavra. E a conversão poderá vir com muita leitura das Escrituras. Ela denuncia o que está errado em nossa vida. "A Palavra de Deus nos diz: você é pecador! E a Igreja nos leva a convencer-nos do pecado através da Palavra, o que não equivale a condenar. Pois,"O Filho do Homem não veio a este mundo para condená-lo, mas para salvá-lo". Convencer do pecado quer dizer criar as condições para a salvação. A primeira condição da salvação é tomar consciência que somos pecadores e da hereditariedade e confessá-la diante de Deus e a Igreja recebe esta confissão para salvar o homem. É preciso abrir o coração para que se receba a graça do perdão, um dom gratuito de Deus. Salvar é abraçar e soerguer com o amor redentor, com o amor que é sempre maior que o pecado". A parábola do filho pródigo continua sendo a este propósito um paradigma insuperável" (João Paulo II).
Reveja o amor, a misericórdia de Deus e a graça do perdão, nessa parábola: o filho que estava perdido reconhece pecador, confessa seu pecado ao Pai, que o perdoa e o recebe com grande festa. (Lc 15,11)
A missão da Igreja deve ser: sal - luz e fermento: "Os cristãos devem ser o sal que salga a massa. Temos que ser o fermento que faz crescer a massa, então, estas pessoas serão iluminadas. "Judas, são todos aqueles que negam Cristo, que são contra Jesus. É preciso cultivar a amizade de Jesus. Judas não vibrava com Jesus porque não cultivou Jesus no seu coração, tinha um coração endurecido. O Senhor nos dá um coração sensível, novo, que vibra com os pobres" ( João Paulo II)..
Reflexão - Jesus é luz que vem do alto e os que o seguem têm sua história iluminada.
"É preciso andar na luz para estar em comunhão com Deus. O critério é o amor fraternal, por aí se conhece se está nas trevas ou na luz do mundo. Nossa amizade com Jesus deve ser cultivada dia a dia para que não fiquemos acostumados com os milagres de Jesus e não fiquemos de coração endurecido, acostumados com "minhas maravilhas", com a rotina, o meu trabalho, o sucesso..."
Fonte: -As Escrituras Sagradas
-VTB - Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
-Cruzando o Limiar da Esperança, João Paulo II - Vittorio Messori - Ed. Francisco Alves
-imagem: jesus + a + luz + do mundo.jpg
Luz, só Jesus - a luz que vem do alto!
"A sua ação iluminadora é em decorrência daquilo que ele é em si mesmo: a própria Palavra de Deus, vida e luz dos homens, luz verdadeira que ilumina todo homem vindo a este mundo". "Eu vim ao mundo, para todo aquele que crê em mim não ande nas trevas." (Mc 12,46) A revelação de Jesus como luz do mundo, vem mostrar que é o oposto das trevas, no plano moral: a luz refere ao domínio de Deus e de Cristo como sendo do bem e da justiça; as trevas referem ao domínio de Satanás como sendo do mal, da impiedade, embora Satanás se disfarce de anjo de luz para seduzir os homens. (2Cor 6,14 . 11,14)
Das trevas à luz - Por nascença, todos os homens pertencem ao domínio das trevas, notadamente os pagãos "de pensamentos obscurecidos" ( Ef 4,18). Foi Deus que nos chamou das trevas à sua admirável luz ( 1P 2,9). A graça decisiva é experimentada na hora do batismo, quando "Cristo luziu sobre nós"( Ef 5,14) e fomos "iluminados" ( He 6,4). Outrora éramos trevas, agora, luz no Senhor (Ef 5,8) o que nos propõe uma linha de conduta: "viver como filhos da luz" ( Ef 5,8)
Os iluminados são aqueles que foram batizados no Espírito Santo e o dom do Espírito Santo é um dom gratuito. Quando nos esforçamos para amar, não estamos sob a ação do Espírito Santo. Com esforço, nos cansamos e nos desanimamos. É preciso que acreditemos que é através da fé, do perdão de Jesus que realmente amamos. Deus se manifesta na pessoa concreta de Jesus. Deus atua na existência da pessoa. Ele se manifesta numa experiência concreta, ex.: a história de Abraão, de são Paulo, e outros... Deus se manifesta não pela lei, mas pela gratuidade. Experimentando a gratuidade do perdão e do amor no nosso coração, nós mudamos...
Os que fazem o mal fogem da luz, para que suas obras não sejam reveladas; os que agem dentro da verdade aproxima da Luz e creem na luz para se tornarem filhos da luz. ( Jo 3,19ss . 12,36). Jesus recomendava: é preciso que o homem não deixe apagar-se na luz interior, assim como precisa velar sobre seu olho, lâmpada do seu corpo. São Paulo também recomendava: " é necessário revestir-se das armas da luz e desfazer-se das obras das trevas, na preocupação de não sermos surpreendidos pelo 'Dia do Senhor.' ( Rm 13,12s) . (1Tl 5,4-8)
Nossa sociedade nos conduz para alienação... O mundo inteiro se acha subordinado à precariedade, submetido à corrupção e à morte do ser.. Mas o Senhor providenciará os acontecimentos para que possamos sair desse estado de vida. Através do Espírito Santo, conheceremos a gratuidade do perdão, experimentaremos amar o outro sem esforço, com o amor de Jesus.
Na Igreja e no Evangelho encontraremos a fé em Cristo Jesus. A fé vem pela escuta da Palavra. E a conversão poderá vir com muita leitura das Escrituras. Ela denuncia o que está errado em nossa vida. "A Palavra de Deus nos diz: você é pecador! E a Igreja nos leva a convencer-nos do pecado através da Palavra, o que não equivale a condenar. Pois,"O Filho do Homem não veio a este mundo para condená-lo, mas para salvá-lo". Convencer do pecado quer dizer criar as condições para a salvação. A primeira condição da salvação é tomar consciência que somos pecadores e da hereditariedade e confessá-la diante de Deus e a Igreja recebe esta confissão para salvar o homem. É preciso abrir o coração para que se receba a graça do perdão, um dom gratuito de Deus. Salvar é abraçar e soerguer com o amor redentor, com o amor que é sempre maior que o pecado". A parábola do filho pródigo continua sendo a este propósito um paradigma insuperável" (João Paulo II).
Reveja o amor, a misericórdia de Deus e a graça do perdão, nessa parábola: o filho que estava perdido reconhece pecador, confessa seu pecado ao Pai, que o perdoa e o recebe com grande festa. (Lc 15,11)
A missão da Igreja deve ser: sal - luz e fermento: "Os cristãos devem ser o sal que salga a massa. Temos que ser o fermento que faz crescer a massa, então, estas pessoas serão iluminadas. "Judas, são todos aqueles que negam Cristo, que são contra Jesus. É preciso cultivar a amizade de Jesus. Judas não vibrava com Jesus porque não cultivou Jesus no seu coração, tinha um coração endurecido. O Senhor nos dá um coração sensível, novo, que vibra com os pobres" ( João Paulo II)..
Reflexão - Jesus é luz que vem do alto e os que o seguem têm sua história iluminada.
"É preciso andar na luz para estar em comunhão com Deus. O critério é o amor fraternal, por aí se conhece se está nas trevas ou na luz do mundo. Nossa amizade com Jesus deve ser cultivada dia a dia para que não fiquemos acostumados com os milagres de Jesus e não fiquemos de coração endurecido, acostumados com "minhas maravilhas", com a rotina, o meu trabalho, o sucesso..."
Fonte: -As Escrituras Sagradas
-VTB - Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
-Cruzando o Limiar da Esperança, João Paulo II - Vittorio Messori - Ed. Francisco Alves
-imagem: jesus + a + luz + do mundo.jpg
sábado, 2 de junho de 2012
A auto suficiência do homem exclui Deus na história
A inteligência do homem é um dom concedido por Deus
O homem se afasta de Deus...e experimenta o vazio da alma
"O racionalismo iluminista colocou entre parênteses o Deus verdadeiro e, de modo particular, o Deus Redentor, onde o homem deveria viver, deixando-se guiar pela própria razão, com se Deus não existisse; podia aceitar um Deus que fosse deixado fora do mundo, pois a existência do Criador ou da Providência de nada servia à ciência, agindo como se Deus não existisse ou seja como se Deus não se interessasse pelo mundo".
"O racionalismo moderno foi o responsável pelo afastamento gradual do Cristianismo. Cerca de 50 anos após Descartes, tudo aquilo que era cristão na tradição do pensamento europeu já tinha sido colocado entre parênteses. A Revolução Francesa, durante o Terror, derrubou os altares consagrados a Cristo, lançou os crucifixos pelas ruas e introduziu o culto da deusa Razão e com base nessa deusa se proclamou a liberdade, igualdade, a fraternidade. Desse modo, o patrimônio do Cristianismo se viu arrancado do seu fundamento evangélico, embora Cristo permanecesse vivo desde o início no centro da Igreja.
"Segundo a mentalidade iluminista, o mundo não precisa do amor de Deus: ninguém precisa da Sua intervenção no mundo que existe, o mundo auto-suficiente transparente ao conhecimento humano, com pesquisas científicas, sempre mais livre dos mistérios, sempre mais submetido a inesgotável mina de matérias-primas e às técnicas modernas. É justamente este mundo que deve fazer capaz de fazer o homem feliz.
Cristo diz a Nicodemos que "Deus amou tanto o mundo" que entregou seu Filho Unigênito para que o homem não pereça. Jesus dá a entender que o mundo não é fonte definitiva de felicidade do homem. Ao contrário pode vir a ser fonte de sua perdição. Este mundo que surge como uma grande construção do conhecimentos elaborados pelo homem, como o progresso e a civilização, como o moderno sistema de meios de comunicação, como um regime de liberdades democráticas sem limite algum, mas este mundo não tem condições de fazer o homem feliz. O mundo inteiro se acha subordinado à "precariedade",como diz São Paulo na Carta aos Romanos, acha-se submetido à corrupção e à mortalidade. A imortalidade não pertence a este mundo."( de João Paulo II)
Os valores, antes e depois da guerra modificaram a sociedade - surgiu o homem niilista, aquele que vendo o sofrimento deixou de acreditar em Deus. Ocorreu então, o período da dessacralização ou seja, perdeu-se o sentido de Deus nas pessoas, nas coisas, no sacrário. Aconteceu tanto na igreja como fora dela, surgindo então, o homem prático, o técnico que só acredita na ciência.
Um segundo homem surge, o socialista, aquele que sai do tempo de guerra e vê que o sofrimento humano depende das estruturas e por isso luta para mudar essas estruturas. Ele reduz a humanidade a um robô e trata o homem como uma peça de engrenagem. Acha e professa que mudando as estruturas, ele será feliz. É justamente este mundo que devia fazer o homem feliz, mas ele não tem condições de fazê-lo feliz. Esse mundo com suas riquezas e carências, tem necessidade de ser levado à salvação, de ser redimido.
O homem niilista e o socialista também aparecem dentro da Igreja. Nesse tempo, a estrutura encobria o Cristo ressuscitado; os padres niilistas passam a fazer psicanálise ao invés de mostrar a misericórdia de Deus, enquanto que o homem socialista queria apenas mudar as estruturas. Entretanto, o que mata o homem não vem de fora, mas o que vem de dentro dele: se o coração do homem continua egoísta, perverso, as estruturas nada resolvem. Ex.: O moço e sua herança: o seu irmão toma e outro diz:- Senhor, meu irmão tomou toda a minha herança e Jesus responde: "minha justiça não é dessa terra". O homem deixa o pecado se instalar em si e vê a carne tornar seu próprio entendimento, endurece seu coração e produz obras más. Mas, um ato de fé pode arrancar o pecador da dominação da carne.
"Com a descristianização ocorre o divórcio entre o dia das pessoas e a vidas delas ou seja, a ausência de Deus na vida das pessoas. Há pessoas que vão à Igreja, que assistem à missa, comungam, mas não se vê nelas nenhum sinal de fé; não deixam ser transformadas pela Palavra de Deus. Elas se refletem concretamente em muitas situações da vida de cada um de nós. Elas cumprem o ritual para desencargo de consciência; estas pessoas têm fé de 1ª. Eucaristia, não cresceram na fé. Elas dizem: eu cumpro os dez mandamentos, os dogmas e procuram ser honestas. O Cristianismo, é para elas um desencargo de consciência. Mas estas pessoas não têm nada de cristão se não deixam seu coração ser transformado pela Palavra de Deus, pela ação do Espírito Santo, o amor de Jesus. Os pagãos também fazem o bem, e o fazem muito bem. A maioria das pessoas têm religiosidade natural - têm o temor, medo de Deus. O homem profano vive fora de Deus; só procura Deus quando há alguma necessidade, quando fica doente ou perde o emprego, então faz comércio com Deus. E o verdadeiro cristão é aquele que ouvindo a Palavra de Deus se abre à conversão, experimenta a gratuidade do amor e do perdão de Deus e tem sua vida cotidiana transformada pelo amor de Deus. A conversão é uma graça de Deus; é necessário abrir o coração, para que se receba a Graça do Perdão".
"O Cristianismo sempre esteve aberto ao mundo- às interrogações, às suas inquietudes, às sua expectativas. A Igreja é o corpo de Cristo: corpo vivo e que dá vida a todas as coisas. Nele, temos a gratuidade, a generosidade. A fé é Jesus ressuscitado no seu dia a dia; é aquilo que esperamos, e o que esperamos é a vida eterna. Nossa alma tem sede de Deus e, a fé é uma caminhada para Deus.A Igreja nos convida a sentir o Cristo, aquele que venceu a morte no irmão, no seu sofrimento". ( João Paulo II)
Reflexão : "Esse mundo com suas riquezas e carências, tem necessidade de ser levado à salvação, de ser redimido. Jesus é o Senhor! Somente nele há salvação: hoje, como ontem e sempre. (João Paulo II)
Fonte :- As Escrituras Sagradas, a Bíblia
-Cruzando o Limiar da Esperança por Sua santidade o Papa de Vittorio Messori - ed. Francisco Alves, 1994 - 1a. edição.
-VTB - Vocabulário de Teologia Bíblica, ed. Vozes.
-Imagem: "Jesus chorando" 1.jpg - de alcir blogspot.com
O homem se afasta de Deus...e experimenta o vazio da alma
"O racionalismo iluminista colocou entre parênteses o Deus verdadeiro e, de modo particular, o Deus Redentor, onde o homem deveria viver, deixando-se guiar pela própria razão, com se Deus não existisse; podia aceitar um Deus que fosse deixado fora do mundo, pois a existência do Criador ou da Providência de nada servia à ciência, agindo como se Deus não existisse ou seja como se Deus não se interessasse pelo mundo".
"O racionalismo moderno foi o responsável pelo afastamento gradual do Cristianismo. Cerca de 50 anos após Descartes, tudo aquilo que era cristão na tradição do pensamento europeu já tinha sido colocado entre parênteses. A Revolução Francesa, durante o Terror, derrubou os altares consagrados a Cristo, lançou os crucifixos pelas ruas e introduziu o culto da deusa Razão e com base nessa deusa se proclamou a liberdade, igualdade, a fraternidade. Desse modo, o patrimônio do Cristianismo se viu arrancado do seu fundamento evangélico, embora Cristo permanecesse vivo desde o início no centro da Igreja.
"Segundo a mentalidade iluminista, o mundo não precisa do amor de Deus: ninguém precisa da Sua intervenção no mundo que existe, o mundo auto-suficiente transparente ao conhecimento humano, com pesquisas científicas, sempre mais livre dos mistérios, sempre mais submetido a inesgotável mina de matérias-primas e às técnicas modernas. É justamente este mundo que deve fazer capaz de fazer o homem feliz.
Cristo diz a Nicodemos que "Deus amou tanto o mundo" que entregou seu Filho Unigênito para que o homem não pereça. Jesus dá a entender que o mundo não é fonte definitiva de felicidade do homem. Ao contrário pode vir a ser fonte de sua perdição. Este mundo que surge como uma grande construção do conhecimentos elaborados pelo homem, como o progresso e a civilização, como o moderno sistema de meios de comunicação, como um regime de liberdades democráticas sem limite algum, mas este mundo não tem condições de fazer o homem feliz. O mundo inteiro se acha subordinado à "precariedade",como diz São Paulo na Carta aos Romanos, acha-se submetido à corrupção e à mortalidade. A imortalidade não pertence a este mundo."( de João Paulo II)
Os valores, antes e depois da guerra modificaram a sociedade - surgiu o homem niilista, aquele que vendo o sofrimento deixou de acreditar em Deus. Ocorreu então, o período da dessacralização ou seja, perdeu-se o sentido de Deus nas pessoas, nas coisas, no sacrário. Aconteceu tanto na igreja como fora dela, surgindo então, o homem prático, o técnico que só acredita na ciência.
Um segundo homem surge, o socialista, aquele que sai do tempo de guerra e vê que o sofrimento humano depende das estruturas e por isso luta para mudar essas estruturas. Ele reduz a humanidade a um robô e trata o homem como uma peça de engrenagem. Acha e professa que mudando as estruturas, ele será feliz. É justamente este mundo que devia fazer o homem feliz, mas ele não tem condições de fazê-lo feliz. Esse mundo com suas riquezas e carências, tem necessidade de ser levado à salvação, de ser redimido.
O homem niilista e o socialista também aparecem dentro da Igreja. Nesse tempo, a estrutura encobria o Cristo ressuscitado; os padres niilistas passam a fazer psicanálise ao invés de mostrar a misericórdia de Deus, enquanto que o homem socialista queria apenas mudar as estruturas. Entretanto, o que mata o homem não vem de fora, mas o que vem de dentro dele: se o coração do homem continua egoísta, perverso, as estruturas nada resolvem. Ex.: O moço e sua herança: o seu irmão toma e outro diz:- Senhor, meu irmão tomou toda a minha herança e Jesus responde: "minha justiça não é dessa terra". O homem deixa o pecado se instalar em si e vê a carne tornar seu próprio entendimento, endurece seu coração e produz obras más. Mas, um ato de fé pode arrancar o pecador da dominação da carne.
"Com a descristianização ocorre o divórcio entre o dia das pessoas e a vidas delas ou seja, a ausência de Deus na vida das pessoas. Há pessoas que vão à Igreja, que assistem à missa, comungam, mas não se vê nelas nenhum sinal de fé; não deixam ser transformadas pela Palavra de Deus. Elas se refletem concretamente em muitas situações da vida de cada um de nós. Elas cumprem o ritual para desencargo de consciência; estas pessoas têm fé de 1ª. Eucaristia, não cresceram na fé. Elas dizem: eu cumpro os dez mandamentos, os dogmas e procuram ser honestas. O Cristianismo, é para elas um desencargo de consciência. Mas estas pessoas não têm nada de cristão se não deixam seu coração ser transformado pela Palavra de Deus, pela ação do Espírito Santo, o amor de Jesus. Os pagãos também fazem o bem, e o fazem muito bem. A maioria das pessoas têm religiosidade natural - têm o temor, medo de Deus. O homem profano vive fora de Deus; só procura Deus quando há alguma necessidade, quando fica doente ou perde o emprego, então faz comércio com Deus. E o verdadeiro cristão é aquele que ouvindo a Palavra de Deus se abre à conversão, experimenta a gratuidade do amor e do perdão de Deus e tem sua vida cotidiana transformada pelo amor de Deus. A conversão é uma graça de Deus; é necessário abrir o coração, para que se receba a Graça do Perdão".
"O Cristianismo sempre esteve aberto ao mundo- às interrogações, às suas inquietudes, às sua expectativas. A Igreja é o corpo de Cristo: corpo vivo e que dá vida a todas as coisas. Nele, temos a gratuidade, a generosidade. A fé é Jesus ressuscitado no seu dia a dia; é aquilo que esperamos, e o que esperamos é a vida eterna. Nossa alma tem sede de Deus e, a fé é uma caminhada para Deus.A Igreja nos convida a sentir o Cristo, aquele que venceu a morte no irmão, no seu sofrimento". ( João Paulo II)
Reflexão : "Esse mundo com suas riquezas e carências, tem necessidade de ser levado à salvação, de ser redimido. Jesus é o Senhor! Somente nele há salvação: hoje, como ontem e sempre. (João Paulo II)
Fonte :- As Escrituras Sagradas, a Bíblia
-Cruzando o Limiar da Esperança por Sua santidade o Papa de Vittorio Messori - ed. Francisco Alves, 1994 - 1a. edição.
-VTB - Vocabulário de Teologia Bíblica, ed. Vozes.
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