"Ao entardecer da vida seremos julgados a respeito do amor"
Deus fala na consciência do homem, na sua história...
A Cruz de Cristo, a que redime o mundo...
"O homem precisa de Deus para ser ele mesmo. Só em Jesus Cristo, para ser reconstruído pela graça da salvação". "Todo homem que procura a salvação, não apenas o cristão, deve-se deter diante da Cruz de Cristo. Este mistério de salvação é um fato agora consumado. Deus a todos abraçou com a Cruz e a Ressurreição e que sempre recomeça a partir dela. O Mistério pascal se acha agora enxertado na história da humanidade, na história de cada homem, como representado na alegoria de João, da "videira e os ramos" ( cf. Jo 15,1-8). Tendo o homem recusado a vida como um dom e, tendo constatado o seu fracasso em se apossar dela com suas próprias forças, ele volta para Aquele de que vem a graça, uma atitude fundamental de criatura, num diálogo que recomeça de um pecador com seu Salvador". (*)
O homem precisa de Deus para ser ele mesmo; ao romper a aliança com o Criador torna-se escravo das paixões enganadoras que o levam a morte, a morte do ser. Só em Jesus Cristo encontrará a vida, e vida em abundância.
"Não continueis a viver como vivem os pagãos, cuja inteligência não leva a nada. Renunciando à vossa existência passada, despojai-vos do homem velho que se corrompe sob o efeito das paixões enganadoras, e renovai o vosso espírito e a vossa mentalidade. Revesti o homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade" ( Ef 4,17 . 21-24). Jesus veio para que todos "tenham a vida e a tenham em abundância". ( Jo 10,10).
"Se Deus muda o coração do homem, começa então aparecer os sinais de fé que só Jesus ressuscitado pode fazer isso por nós". Hoje em dia, apesar das aparências, são muitos os que encontram o caminho para experimentar o Deus que opera. Esta é a grande experiência dos nossos tempos, de modo especial quando se trata dos jovens.(*)
"Segue-me!" (Mt 8,22). Ele chama os homens de hoje, sobretudo os jovens, para se colocarem a caminho ao longo dos percursos do Evangelho na direção de um mundo melhor. Jesus é o Senhor! Somente nele há salvação: hoje, como ontem e sempre." (*)
Reflexão: Os maiores obstáculos que nos impedem de sermos livres, felizes e realizados habitam dentro de nós e não fora; lembrando que os bens materiais não preenchem o vazio da alma, ela só se realiza em Deus. Reconhecer nosso pecado e aprender a olhar com os olhos do coração em busca da misericórdia do Pai é buscar a salvação. "Detenha-se diante da Cruz!... Jesus é o único mediador entre os homens e Deus. Tem consciência, seja lá quem fores, de que tu és amado! Lembra-te: o Evangelho é um convite à alegria! Não te esqueças de que tens um Pai e que toda a vida, mesmo a mais insignificante aos olhos dos humanos, tem valor eterno e infinito aos seus olhos!" (*)
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
(*) Palavras de João Paulo II - Livro Cruzando o Limiar da Esperança.
Ed. Vittorio Messori- Francisco Alves
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domingo, 5 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
O pecado, sua malícia e sua dimensão
O pecado é o rompimento da aliança com Deus.
O pecado é o único obstáculo à realização do plano de Deus
"O pecado é essencialmente um ato de desobediência, um ato pelo qual consciente e deliberadamente o homem se opõe a Deus. Violando um dos seus preceitos, mas além desse ato exterior é também um ato interior, que cedendo à sugestão do tentador, queremos ser como deuses que conhecem o bem e o mal, pretendendo ser os únicos senhores de nossos destinos e dispor de nós mesmos o nosso arbítrio; recusando-nos a depender daquele que nos criou; pervertendo a relação de amizade que nos unia a Deus.
Por instigação da serpente, Eva e Adão passam a duvidar deste Deus infinitamente generoso: "Não! Não morrereis!" A própria noção de Deus está pervertida. Mal fora cometido o pecado, Adão se dessolidariza acusando-a, aquela que lhe dera como ajuda, sua mulher (Gn 2,18). Essa ruptura estender-se-á aos filhos de Adão com assassínio de Abel (Gn 4,8)e depois o reino da violência e da lei do mais forte.( Gn 4,24).
O pecado é uma falta contra a razão, contra a verdade, a consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com Deus e para com o próximo.
"Se dissermos: 'Não temos pecado', enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. Se confessarmos nossos pecados, Deus que é fiel e justo, perdoará nossos pecados e nos purificará de toda injustiça" (1Jo 1,8-9).
O pecado corrompeu o espírito do homem em relação a Deus e suas consequências são graves em virtude da perversão. Ele se opõe ao amor e a misericórdia de Deus. Com o pecado mudou tudo entre Deus e o homem, esse é o veredito da consciência. Partiu do homem a iniciativa, e a ele a responsabilidade da culpa. Longe de Deus não há acesso possível a 'árvore da vida' (Gn 3,22) resta apenas a 'morte definitiva'. A servidão à qual o homem se condenou, pensando em adquirir independência, é de si definitiva; uma vez que o pecado entrou no mundo se proliferou. Veio do homem a iniciativa da ruptura, mas a iniciativa da reconciliação veio de Deus: bondade de Deus desprezada pelo homem, triunfará vencendo o mal pelo bem. A história da salvação não é senão a história das tentativas incansavelmente repetidas pelo Deus criador de arrancar o homem de seu pecado. Desde o início da criação, Deus vem fazendo alianças com o homem através dos profetas que os enviou. O plano de salvação está consumado na pessoa de Jesus Cristo, seu único Filho.
O homem que pretende se construir a si próprio, não pode chegar, senão à própria ruína. Assim o povo de Deus se destrói, quando se desvia dos caminhos que Deus lhe traçou. Afastando-se de Deus, o pecado passou a ser uma realidade concreta com a influência perversa de Satanás: o homem torna-se seu servo, pois "todo aquele que comete pecado é um escravo" ( Jo 8,34). A variedade de pecados é grande, as Escrituras enumeram listas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, ódio, rixas,ira, divisões, inveja, bebedeiras, orgias, homicídios, corrupção, mentiras, julgamentos, adultérios, exploração social e suas injustiças e todas as desordens sociais... Os atos pecaminosos são no homem pecador, a expressão e a exteriorização daquela força hostil a Deus e seu Reino.Todos esses pecados excluem o homem do Reino de Deus. A conversão requer que lance luz sobre o pecado, contém em si mesmo o julgamento interior da consciência. Para realizar o seu trabalho deve a graça descobrir o pecado a fim de converter nosso coração e nos conferir "a justiça para a vida eterna, através de Jesus Cristo, nosso Senhor" (Rm 5,20-21). Confessando ao Senhor o pecado, renuncie a sua vontade de independência, aceite deixar-se levar por Deus, deixar-se amar, renuncie ao que constitui o próprio fundo de seu pecado. Suplica a Deus que ele mesmo o "lave", o "purifique", "crie um coração puro". Para que o homem seja perdoado, não basta que Deus se digne não repeli-lo, é preciso mais! "Fazemos voltar, e voltaremos!" (Lm 5,21)O próprio Deus, portanto irá à procura das ovelhas dispersas (Ex 34) dará ao homem um "coração novo", um espírito novo, "seu próprio Espírito" ( Ez 36,26); será uma "aliança nova". O rei Davi consciente do seu pecado, de coração contrito pede a Deus misericórdia pelas suas iniquidades ( Sl 50/51).
Converter-se a Cristo e acreditar no Evangelho- é sair da ilusão da auto suficiência para descobrir e aceitar a própria indigência e buscar o perdão em Jesus Cristo. O homem precisa de Deus para ser ele mesmo. Só em Jesus Cristo para ser reconstruído, pela graça da salvação.
Reflexão: O homem longe de Deus experimenta o vazio da alma. E para suprir este vazio, passa a comprar e comprar na busca da felicidade, mas volta para casa frustrado, com o carro cheio e a alma vazia. Nada sacia o homem, quanto mais ele possui e acumula ( sedução pela riqueza), mais vazio vai se tornando... O homem se apegou aos bens materiais, bens finitos; obstinado na prática do pecado, viola a Aliança que Deus fez com seu povo, o de seguir seus preceitos. Vive num mundo sem a referência da moral da verdade; uma cultura sem os valores essenciais da vida, da família e da sociedade: a carência afetiva, a crise existencial, as doenças nervosas, a violência e a insegurança se espalham e, por outro lado, o consumismo gera as diferenças sociais tão brutais, o próprio caos... "Nunca o homem teve tanto acesso a Deus e nunca ficou tão distante como agora, tantos templos, tantas igrejas, tantas definições e ideologias, e mesmo assim, o homem se afasta cada vez mais do seu Criador..."
Para a humanidade, sem exceção, não há salvação fora de Cristo.
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
VTB- Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
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quarta-feira, 25 de julho de 2012
Perdoar, um ato da vontade
perdoar é bom para nós...
Jesus nos diz: "perdoar de todo coração"(Mt 18,35)
São João afirma: "Aquele que diz que ama a Deus e odeia seu irmão é um mentiroso" Como pode amar a Deus que não vê, e não ama o irmão que vê ? (1Jo 4,20...).
"O perdão não é sentimento, mas um ato da vontade. Se eu quero, posso perdoar. Jesus insistiu tantas vezes no perdão... Ele não pediria algo que não pudéssemos fazer. Perdoar é uma decisão de cada um. É uma ato da vontade que preciso e devo querer realizar. Talvez o mais difícil seja nos convencer de que perdoar é bom para nós.
Quase todos concluem que nada perdem. Só tem a ganhar. Então, se nada perco e só ganho, porque não perdoar?! Quando estou com ódio de uma pessoa, eu a "aprisiono dentro do meu coração". E qual a vantagem de tratar de presos e carregá-los dentro de nós? O preso dá lucro para quem? Os efeitos ou consequências pela falta de perdão são: dor de cabeça, de coluna, enxaqueca artrite, gastrite e tantas outras doenças que chegam até 90% das doenças emocionais, segundo médicos e especialistas.
Perdoem!... e encontrarão saúde e paz!...
Exercício do perdão: lembrar e perdoar. Relembrar detalhadamente o que nos causou aquela mágoa e perdoar realmente a quem nos ofendeu, declarando-o inocente. Quanto mais detalhes eu lembrar do momento da ofensa, melhor; pois terei melhor condição de perdoar profunda e detalhadamente. Ao recordar a cena, traga Jesus ali presente e peça sua ajuda. Porque ele disse: "sem mim nada podeis fazer" (Jo 15,5). Para perdoar, devemos rever a cena da ofensa e fazer o que Jesus fez: olhando para aqueles que o feriram, agrediram, injuriaram e o pregaram na cruz, ele disse: "Pai! Não leve em conta o que eles fizeram" (Lc 23,34). Jesus reviu tudo o que seus inimigos fizeram e diante do Pai, disse: "Pai! eu os declaro inocentes".
A necessidade de perdoar e ser perdoado estende-se também às nossas relações com Deus. Muitas vezes os seres humanos se zangam também com o Senhor, e há várias passagens da Bíblia que ilustram essa atitude. Moisés reclamou de Deus: "Por que afliges vosso servo? Por que eu não acho favor a vossos olhos, vós que me impusestes a carga de todo esse povo?Se é para me tratardes assim, prefiro ser morto!" (Nm11,12 e 15). Em vários salmos também expressam descontentamento com a Divina Providência. O problema se agrava, quando permitimos que nossa raiva e ressentimento se implantem como obstáculo ao seu amor ; em caso de perda súbita de um ente querido e ou/uma doença grave. Ocasionalmente a nossa raiva contra Deus é tão sutil, que não percebemos ser ela a causa de falta de alegria, de incapacidade para rezar, de falta de confiança ou desespero. A meditação das passagens da Bíblia em que Jesus fala do "Pai" pode nos ajudar a adquirir uma visão melhor do seu imenso amor. Para que possamos experimentar a resposta ao pedido que o Senhor fez por nós: "Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu te conheço, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhe o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles".(Jo 1, 25-26).
Perdoar a outra pessoa não significa que eu deva renunciar a luta por meus direitos. O que não se pode é ficar com mágoa e ressentimento no coração. Jesus insiste que devemos perdoar de todo coração. Mas isso não significa deixar de lutar para que faça justiça. Nossa luta pela justiça é para que cada um fique com a justa e legítima parte que lhe cabe". Quando estamos doando o perdão, estamos doando amor. Perdoar é uma característica dos fortes. Aquele que perdoa os erros do próximo, recebe de Deus o perdão pelas suas faltas. O verdadeiro perdão inclui o esquecimento da ofensa e a disposição de se comunicar com o outro quando as circunstâncias nos fazem encontrá-lo.
Reflexão: "As ofensas cravam espinhos nas pessoas e resistem ao tempo... Perdoar é mais barato que ficar com mágoa; pois, a mágoa, o ressentimento nos faz adoecer. Se nada perco e só ganho, por que não fazê-lo? Pelo perdão acontece a cura. No momento que perdoo, arranco o espinho que alguém cravou em minhas emoções, com uma ofensa no passado".Façamos essa pergunta a nós mesmos: "Se perdoar o que eu vou perder? Concretamente, o que eu vou perder?!..."
Ao entardecer da vida, seremos julgados pelo amor!...
Fonte: A Bíblia Sagrada
A Cura Pelo Amor, Pe. Alir Sanagiotto, SCJ - Ed Loyola
imagem: pai +e + filho. jpg +1
Jesus nos diz: "perdoar de todo coração"(Mt 18,35)
São João afirma: "Aquele que diz que ama a Deus e odeia seu irmão é um mentiroso" Como pode amar a Deus que não vê, e não ama o irmão que vê ? (1Jo 4,20...).
"O perdão não é sentimento, mas um ato da vontade. Se eu quero, posso perdoar. Jesus insistiu tantas vezes no perdão... Ele não pediria algo que não pudéssemos fazer. Perdoar é uma decisão de cada um. É uma ato da vontade que preciso e devo querer realizar. Talvez o mais difícil seja nos convencer de que perdoar é bom para nós.
Quase todos concluem que nada perdem. Só tem a ganhar. Então, se nada perco e só ganho, porque não perdoar?! Quando estou com ódio de uma pessoa, eu a "aprisiono dentro do meu coração". E qual a vantagem de tratar de presos e carregá-los dentro de nós? O preso dá lucro para quem? Os efeitos ou consequências pela falta de perdão são: dor de cabeça, de coluna, enxaqueca artrite, gastrite e tantas outras doenças que chegam até 90% das doenças emocionais, segundo médicos e especialistas.
Perdoem!... e encontrarão saúde e paz!...
Exercício do perdão: lembrar e perdoar. Relembrar detalhadamente o que nos causou aquela mágoa e perdoar realmente a quem nos ofendeu, declarando-o inocente. Quanto mais detalhes eu lembrar do momento da ofensa, melhor; pois terei melhor condição de perdoar profunda e detalhadamente. Ao recordar a cena, traga Jesus ali presente e peça sua ajuda. Porque ele disse: "sem mim nada podeis fazer" (Jo 15,5). Para perdoar, devemos rever a cena da ofensa e fazer o que Jesus fez: olhando para aqueles que o feriram, agrediram, injuriaram e o pregaram na cruz, ele disse: "Pai! Não leve em conta o que eles fizeram" (Lc 23,34). Jesus reviu tudo o que seus inimigos fizeram e diante do Pai, disse: "Pai! eu os declaro inocentes".
A necessidade de perdoar e ser perdoado estende-se também às nossas relações com Deus. Muitas vezes os seres humanos se zangam também com o Senhor, e há várias passagens da Bíblia que ilustram essa atitude. Moisés reclamou de Deus: "Por que afliges vosso servo? Por que eu não acho favor a vossos olhos, vós que me impusestes a carga de todo esse povo?Se é para me tratardes assim, prefiro ser morto!" (Nm11,12 e 15). Em vários salmos também expressam descontentamento com a Divina Providência. O problema se agrava, quando permitimos que nossa raiva e ressentimento se implantem como obstáculo ao seu amor ; em caso de perda súbita de um ente querido e ou/uma doença grave. Ocasionalmente a nossa raiva contra Deus é tão sutil, que não percebemos ser ela a causa de falta de alegria, de incapacidade para rezar, de falta de confiança ou desespero. A meditação das passagens da Bíblia em que Jesus fala do "Pai" pode nos ajudar a adquirir uma visão melhor do seu imenso amor. Para que possamos experimentar a resposta ao pedido que o Senhor fez por nós: "Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu te conheço, e estes sabem que tu me enviaste. Manifestei-lhe o teu nome, e ainda hei de lho manifestar, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles".(Jo 1, 25-26).
Perdoar a outra pessoa não significa que eu deva renunciar a luta por meus direitos. O que não se pode é ficar com mágoa e ressentimento no coração. Jesus insiste que devemos perdoar de todo coração. Mas isso não significa deixar de lutar para que faça justiça. Nossa luta pela justiça é para que cada um fique com a justa e legítima parte que lhe cabe". Quando estamos doando o perdão, estamos doando amor. Perdoar é uma característica dos fortes. Aquele que perdoa os erros do próximo, recebe de Deus o perdão pelas suas faltas. O verdadeiro perdão inclui o esquecimento da ofensa e a disposição de se comunicar com o outro quando as circunstâncias nos fazem encontrá-lo.
Reflexão: "As ofensas cravam espinhos nas pessoas e resistem ao tempo... Perdoar é mais barato que ficar com mágoa; pois, a mágoa, o ressentimento nos faz adoecer. Se nada perco e só ganho, por que não fazê-lo? Pelo perdão acontece a cura. No momento que perdoo, arranco o espinho que alguém cravou em minhas emoções, com uma ofensa no passado".Façamos essa pergunta a nós mesmos: "Se perdoar o que eu vou perder? Concretamente, o que eu vou perder?!..."
Ao entardecer da vida, seremos julgados pelo amor!...
Fonte: A Bíblia Sagrada
A Cura Pelo Amor, Pe. Alir Sanagiotto, SCJ - Ed Loyola
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quinta-feira, 19 de julho de 2012
Perdão, chave do nosso relacionamento com Deus
Deus não pode perdoar a quem não perdoa
Perdoa a teu próximo seus erros!...
"Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros como eu vos tenho amado" (Jo 13,34).
Jesus ensina que Deus não pode perdoar a quem não perdoa, para pedir perdão é preciso perdoar o próprio irmão. Ele fala com determinação sobre essa verdade, citando a parábola do devedor implacável e insiste na necessidade do perdão quando ensina a rezar o do Pai Nosso. Jesus não sugeriu apenas que devíamos nos amar uns aos outros, ordenou-o como um novo mandamento.
Parábola do devedor implacável: - "Eis porque o Reino dos Céus é semelhante a um rei que resolveu acertar contas com seus servos. Ao começar o acerto, trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos. Não tendo este com que pagar, o senhor ordenou que o vendessem, juntamente com a mulher e com os filhos e todos os seus bens, para o pagamento da sua dívida. O servo porém, caiu aos seus pés e prostrado, suplicava-lhe: 'Dá-me um prazo e eu te pagarei tudo'. Diante disso, o senhor compadecendo-se do servo, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Mas, quando saiu dali, esse servo encontrou um de seus companheiros de servidão, que lhe devia cem denários e agarrando-o pelo pescoço pôs-se a sufocá-lo e a insistir: 'Paga-me o que me deves'. O companheiro caindo a seus pés, rogava-lhe: 'Dá-me um prazo e eu te pagarei. Mas ele não quis ouvi-lo, antes, retirou e mandou lançá-lo na prisão até que pagasse o que devia. Vendo os companheiros de serviço o que acontecera, ficaram muito penalizados e, procurando o senhor, contaram-lhe todo o acontecido. Então o senhor mandou chamar aquele servo e lhe disse: 'Servo mau, eu te perdoei toda a sua dívida, porque me rogaste. Não devias também tu ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' Assim encolerizado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse toda a dívida. Eis como meu Pai celeste agirá convosco, se cada um de vós não perdoar, de coração, ao seu irmão"(Mt 18,23-35)
Seguindo o exemplo de Deus e de Jesus ( Lc 23,34+) e assim como já faziam os israelitas entre si, os cristãos devem perdoar uns aos outros.( Lv 19,18- 19 . Ef 4,32; 2Cor 2,7). O "o próximo" aplica-se a todos os homens, compreendendo aqueles, aos quais é preciso pagar o mal com o bem".
"Perdoa a teu próximo seus erros, assim quando rezares teus pecados te serão perdoados. Se um homem nutre algum rancor contra outrem, como pode pedir a Deus a saúde? De um homem, seu semelhante não tem compaixão, e rezará pelas suas faltas?" (Sl 27,30 ; 28,7).
O perdão não é somente uma condição preliminar de vida nova, mas um dos elementos essenciais: Jesus ordena a Pedro a perdoar incansavelmente, ao contrário do pecador que tende a vingar-se sem medida. ( Mt18,21s . Gn 4,24). Vencer o mal com o bem. O cristão deve sempre perdoar e perdoar por amor, como Cristo, como o Pai ( Cl 3,13 ; Ef 4,32).
O ato de perdoar é uma decisão, um ato de nossa vontade - que pode ser eficaz mesmo quando não estamos dispostos a favor da outra pessoa. A decisão de perdoar o outro derruba o obstáculo que impede a ação do amor de Deus e, nossas preces são atendidas. Quando nos decidimos a dar o passo e fazer um ato de perdão na oração, o mecanismo espiritual é posto em movimento para que todo o nosso ser responda com amor, se sinceramente desejamos perdoar".
Reflexão: O perdão não só tem a chave do nosso relacionamento com Deus, mas chave do nosso relacionamento com os outros. A falta de perdão tirará nossa paz, alegria e saúde. Às vezes precisamos praticar continuamente esse ato de perdão, quando vivemos com alguém que sempre está nos ferindo.
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia.
Vocabulário de Teologia Bíblica - Ed. Vozes.
A Cura pelo Amor - Pe. Alir Sanagiotto,SCJ , Ed. Loyola
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segunda-feira, 16 de julho de 2012
O Deus de perdão
O amor de Deus pela sua criatura, o homem
Deus ama o pecador e não o pecado
"Conforme as Escrituras, o pecador é um devedor a quem Deus com seu perdão perdoa a dívida (Nr 14,19); perdão tão eficaz que Deus já não vê o pecado, expiado, destruído. Cristo, acentua que o perdão é gratuito e o devedor é incapaz de saldar (Lc 7,42; Mt 18,25ss).
É em face do pecado que o Deus zeloso se revela um Deus de perdão (Ex 20,5). A apostasia que se segue após a Aliança a que mereceria a destruição do povo ( Ex 32,30ss) é a ocasião se proclamar "Deus de ternura e de piedade, lento para se irar, rico em graça e em fidelidade... que tolera falta, transgressão e pecado, mas nada deixa em pune...".
Somos um povo de cerviz dura, mas ele perdoa nossas faltas e pecados e faze de nós herança! (Ex 34,6-9) O coração de Deus não é o do homem e o Santo não gosta de destruir (Os 11,8ss) longe de querer a morte do pecador, deseja sua conversão (Ez 18,23) para lhe conceder seu perdão, pois os "seus caminhos não são os nossos caminhos", e seus pensamentos transcendem os nossos pensamentos" (Is 55,7ss).
Deus perdoa o pecador de coração contrito e sincero, que se arrepende verdadeiramente. Perdoando-o reconforta-o, purificando e cumulando de alegria seu coração contrito e humilhado (Sl 51,10-14.19). O Deus que ama tudo que fez e que tem piedade de todos, que fecha os olhos aos pecados dos homens a fim de que se arrependam, que os castiga pouco a pouco e lhes lembra em que consiste seu pecado a fim que nele creiam (Sb 11,23-12,2); ele manifesta assim que é o Todo-Poderoso cuja característica é perdoar (Sb 11,23-26).
O perdão de Deus através de Jesus Cristo - "Jesus foi enviado pelo seu Pai ao mundo como Salvador e não como juiz. Ele chama à conversão todos os que dela necessitam e suscita à conversão (Lc19,1-10) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca ( Mt 18,12ss). A fé humilde se abre a esse perdão, ao passo que ao orgulhoso, ele se fecha.
Jesus apresenta Deus como modelo de misericórdia e perdão ( Lc 6,35s).
Cristo coroa sua obra alcançando para os pecadores o perdão de seu Pai. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1,29), salvando o mundo. Derrama seu sangue em remissão dos pecados ( Mt 14,24). Por seu sangue somos purificados, lavados de nossas culpas (1J 1,7; Ap 1,5)".
Reflexão: Não tenha medo de olhar para dentro de si e reconhecer que você não é super homem, mas um ser humano com limitações; tem momentos vacilantes e reações incoerentes e que depende do amor do Pai para amar o próximo. Deus é fonte de amor, misericórdia e perdão "Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, se vós não as ouvis, é porque não sois de Deus ( Jo 8,47).
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes.
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Deus ama o pecador e não o pecado
"Conforme as Escrituras, o pecador é um devedor a quem Deus com seu perdão perdoa a dívida (Nr 14,19); perdão tão eficaz que Deus já não vê o pecado, expiado, destruído. Cristo, acentua que o perdão é gratuito e o devedor é incapaz de saldar (Lc 7,42; Mt 18,25ss).
É em face do pecado que o Deus zeloso se revela um Deus de perdão (Ex 20,5). A apostasia que se segue após a Aliança a que mereceria a destruição do povo ( Ex 32,30ss) é a ocasião se proclamar "Deus de ternura e de piedade, lento para se irar, rico em graça e em fidelidade... que tolera falta, transgressão e pecado, mas nada deixa em pune...".
Somos um povo de cerviz dura, mas ele perdoa nossas faltas e pecados e faze de nós herança! (Ex 34,6-9) O coração de Deus não é o do homem e o Santo não gosta de destruir (Os 11,8ss) longe de querer a morte do pecador, deseja sua conversão (Ez 18,23) para lhe conceder seu perdão, pois os "seus caminhos não são os nossos caminhos", e seus pensamentos transcendem os nossos pensamentos" (Is 55,7ss).
Deus perdoa o pecador de coração contrito e sincero, que se arrepende verdadeiramente. Perdoando-o reconforta-o, purificando e cumulando de alegria seu coração contrito e humilhado (Sl 51,10-14.19). O Deus que ama tudo que fez e que tem piedade de todos, que fecha os olhos aos pecados dos homens a fim de que se arrependam, que os castiga pouco a pouco e lhes lembra em que consiste seu pecado a fim que nele creiam (Sb 11,23-12,2); ele manifesta assim que é o Todo-Poderoso cuja característica é perdoar (Sb 11,23-26).
O perdão de Deus através de Jesus Cristo - "Jesus foi enviado pelo seu Pai ao mundo como Salvador e não como juiz. Ele chama à conversão todos os que dela necessitam e suscita à conversão (Lc19,1-10) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca ( Mt 18,12ss). A fé humilde se abre a esse perdão, ao passo que ao orgulhoso, ele se fecha.
Jesus apresenta Deus como modelo de misericórdia e perdão ( Lc 6,35s).
Cristo coroa sua obra alcançando para os pecadores o perdão de seu Pai. Ele é o Cordeiro que tira o pecado do mundo (Jo 1,29), salvando o mundo. Derrama seu sangue em remissão dos pecados ( Mt 14,24). Por seu sangue somos purificados, lavados de nossas culpas (1J 1,7; Ap 1,5)".
Reflexão: Não tenha medo de olhar para dentro de si e reconhecer que você não é super homem, mas um ser humano com limitações; tem momentos vacilantes e reações incoerentes e que depende do amor do Pai para amar o próximo. Deus é fonte de amor, misericórdia e perdão "Quem é de Deus ouve as palavras de Deus, se vós não as ouvis, é porque não sois de Deus ( Jo 8,47).
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes.
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sábado, 7 de julho de 2012
Conversão do coração, uma vida nova
Convertei-vos e crede no Evangelho
Jesus anuncia o Reino de Deus, revela que Deus é Pai, cuja vontade é que ninguém se perca (Mt 18,12s)
Um convite à conversão do coração:
"O ato de conversão implica em uma vontade de mudança de atitude, uma mudança moral, mas é sobretudo um apelo, um ato de confiança: "Meu Deus, tende piedade de mim pecador". (Lc 18,13) Contudo, a conversão deve incluir não só um retorno moral, mas também um ato positivo de fé em Cristo. Esse arrependimento terá como resposta perdão dos pecados (At 2,38; 3,19; 5,31) será selado pela recepção do batismo e pelo dom do Espírito Santo (At 2,38).
" A conversão é uma graça devida à iniciativa divina : é sempre o pastor que sai a procura da ovelha perdida (Lc15,4ss). A resposta humana a essa graça é analisada concretamente na parábola do filho pródigo, que põe em admirável relevo a misericórdia do Pai (Lc 15,11-32). O Evangelho do Reino traz uma revelação desconsertante de que "Há mais alegria no céu por um pecador que se converte, do que noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência" (Lc15,7.10).
O apelo à conversão para participar do Reino de Deus é anunciado por João Batista e Jesus volta a fazê-lo em termos próprios no início do seu ministério e com poder. ( Mc1,15; Mt 4,17);
"Jesus mostra para com os pecadores uma atitude de acolhimento que escandaliza os fariseus (Mt 9,10-13). Ele chama à conversão todos os que dela necessitam ( Lc 5,32p) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em curar e perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca (Mt 18,12ss). Jesus não somente anuncia esse perdão ao qual a fé humilde se abre, ao passo que o orgulho se lhe fecha.( Lc 7,47-50; 18,9-14). Ele apresenta Deus como modelo de misericórdia ( Lc 6,35ss) para aqueles dos quais é Pai, e que devem imitá-lo para serem seus verdadeiros filhos ( Mt5,43ss. 48).
Jesus veio para "chamar os pecadores à conversão" (Lc 5,32), aí está um aspecto essencial do Evangelho do Reino. O homem que toma consciência do seu estado de pecador pode aliás voltar-se a Jesus com confiança, pois o Filho do Homem tem o poder de perdoar os pecados (Mt 9,6).
"Mas a mensagem de conversão esbarra na auto suficiência humana em todas as suas formas,o apego às riquezas ( Mc 10,21-25) até a orgulhosa segurança dos fariseus ( Lc 18,9). A impenitência atual de Israel é sinal do endurecimento do seu coração. Se não mudarem de conduta,os ouvintes de Jesus perecerão à semelhança da figueira estéril. (Lc 136-9 ; Mt 21,18-22)". Os cristãos de origem judaica constatam com surpresa que "o arrependimento que leva à vida é oferecido aos pagãos como a eles" (At 11,18) que além de buscar o arrependimento moral e exige que desapegue dos ídolos para se voltarem para o Deus vivo.(At 14,15). Uma vez dado o primeiro passo, são levados a "se voltar para Cristo, pastor e guarda de suas almas" (1P ,25).
" Jesus compara a Palavra de Deus com uma semente colocada no coração do homem, para ali ser o princípio da vida moral nova ( Mt 13,18-23 p). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado de crianças" para entrar no reino dos céus ( Mt18,3). Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" (Jo 3,3.5).
Para renascer sobrenaturalmente, o homem deve portanto receber em si um princípio de vida vindo "do alto", de Deus; ora com a Palavra, ora o com o Espírito de Deus. Segundo 1P 1,22-25, Deus nos gerou por sua Palavra ( a pregação evangélica) que ele depositou em nós como "semente" de vida e a qual devemos obedecer. Como crianças recém-nascidas, desejamos o leite da Palavra que nos deve fazer crescer até a salvação (1P2,2). Cristo, palavra de Deus que se deve "receber" pela fé ( Jo 1,1. 12s)".
"Vida nova- recriado pela Palavra e pelo Espírito o homem se torna um ser novo cujo comportamento moral é radicalmente transformado. Ele abandona o mal e já não segue suas paixões e obedece à Palavra que lhe prescreve o amor aos irmãos, não pode mais pecar contra as exigências do amor fraternal (1J 3,9s). Ele vive doravante sob a moção do Espírito (Rm 8,14) e enxertado na vida de Cristo" ( Rm 6,5).
" Se Deus muda o coração do homem, começa então aparecer os sinais de fé que só Jesus ressuscitado pode fazer isso por nós". ( João Paulo II)
Reflexão:Converter-se a Deus é seguir a Jesus Cristo. É preciso querer uma vida nova e estar aberto à Palavra e a ação de Deus na sua vida, seguir seus preceitos, e a Verdade vos libertará. "Tenha consciência, seja lá quem fores, de que tu és amado! Lembra-te: o Evangelho é um convite à alegria! Não te esqueças que tens um Pai e que toda vida, mesmo a mais insignificante aos olhos humanos, tem valor eterno e infinito aos seus olhos!" (João Paulo II).
Fonte: As Escrituras, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
Cruzando o Limiar da Esperança de João Paulo II/ a Vittorio Messori, Ed. Francisco F. Alves
Um convite à conversão do coração:
"O ato de conversão implica em uma vontade de mudança de atitude, uma mudança moral, mas é sobretudo um apelo, um ato de confiança: "Meu Deus, tende piedade de mim pecador". (Lc 18,13) Contudo, a conversão deve incluir não só um retorno moral, mas também um ato positivo de fé em Cristo. Esse arrependimento terá como resposta perdão dos pecados (At 2,38; 3,19; 5,31) será selado pela recepção do batismo e pelo dom do Espírito Santo (At 2,38).
" A conversão é uma graça devida à iniciativa divina : é sempre o pastor que sai a procura da ovelha perdida (Lc15,4ss). A resposta humana a essa graça é analisada concretamente na parábola do filho pródigo, que põe em admirável relevo a misericórdia do Pai (Lc 15,11-32). O Evangelho do Reino traz uma revelação desconsertante de que "Há mais alegria no céu por um pecador que se converte, do que noventa e nove justos que não têm necessidade de penitência" (Lc15,7.10).
O apelo à conversão para participar do Reino de Deus é anunciado por João Batista e Jesus volta a fazê-lo em termos próprios no início do seu ministério e com poder. ( Mc1,15; Mt 4,17);
"Jesus mostra para com os pecadores uma atitude de acolhimento que escandaliza os fariseus (Mt 9,10-13). Ele chama à conversão todos os que dela necessitam ( Lc 5,32p) revelando que Deus é Pai, cuja alegria consiste em curar e perdoar e cuja vontade é que ninguém se perca (Mt 18,12ss). Jesus não somente anuncia esse perdão ao qual a fé humilde se abre, ao passo que o orgulho se lhe fecha.( Lc 7,47-50; 18,9-14). Ele apresenta Deus como modelo de misericórdia ( Lc 6,35ss) para aqueles dos quais é Pai, e que devem imitá-lo para serem seus verdadeiros filhos ( Mt5,43ss. 48).
Jesus veio para "chamar os pecadores à conversão" (Lc 5,32), aí está um aspecto essencial do Evangelho do Reino. O homem que toma consciência do seu estado de pecador pode aliás voltar-se a Jesus com confiança, pois o Filho do Homem tem o poder de perdoar os pecados (Mt 9,6).
"Mas a mensagem de conversão esbarra na auto suficiência humana em todas as suas formas,o apego às riquezas ( Mc 10,21-25) até a orgulhosa segurança dos fariseus ( Lc 18,9). A impenitência atual de Israel é sinal do endurecimento do seu coração. Se não mudarem de conduta,os ouvintes de Jesus perecerão à semelhança da figueira estéril. (Lc 136-9 ; Mt 21,18-22)". Os cristãos de origem judaica constatam com surpresa que "o arrependimento que leva à vida é oferecido aos pagãos como a eles" (At 11,18) que além de buscar o arrependimento moral e exige que desapegue dos ídolos para se voltarem para o Deus vivo.(At 14,15). Uma vez dado o primeiro passo, são levados a "se voltar para Cristo, pastor e guarda de suas almas" (1P ,25).
" Jesus compara a Palavra de Deus com uma semente colocada no coração do homem, para ali ser o princípio da vida moral nova ( Mt 13,18-23 p). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado de crianças" para entrar no reino dos céus ( Mt18,3). Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" (Jo 3,3.5).
Para renascer sobrenaturalmente, o homem deve portanto receber em si um princípio de vida vindo "do alto", de Deus; ora com a Palavra, ora o com o Espírito de Deus. Segundo 1P 1,22-25, Deus nos gerou por sua Palavra ( a pregação evangélica) que ele depositou em nós como "semente" de vida e a qual devemos obedecer. Como crianças recém-nascidas, desejamos o leite da Palavra que nos deve fazer crescer até a salvação (1P2,2). Cristo, palavra de Deus que se deve "receber" pela fé ( Jo 1,1. 12s)".
"Vida nova- recriado pela Palavra e pelo Espírito o homem se torna um ser novo cujo comportamento moral é radicalmente transformado. Ele abandona o mal e já não segue suas paixões e obedece à Palavra que lhe prescreve o amor aos irmãos, não pode mais pecar contra as exigências do amor fraternal (1J 3,9s). Ele vive doravante sob a moção do Espírito (Rm 8,14) e enxertado na vida de Cristo" ( Rm 6,5).
" Se Deus muda o coração do homem, começa então aparecer os sinais de fé que só Jesus ressuscitado pode fazer isso por nós". ( João Paulo II)
Reflexão:Converter-se a Deus é seguir a Jesus Cristo. É preciso querer uma vida nova e estar aberto à Palavra e a ação de Deus na sua vida, seguir seus preceitos, e a Verdade vos libertará. "Tenha consciência, seja lá quem fores, de que tu és amado! Lembra-te: o Evangelho é um convite à alegria! Não te esqueças que tens um Pai e que toda vida, mesmo a mais insignificante aos olhos humanos, tem valor eterno e infinito aos seus olhos!" (João Paulo II).
Fonte: As Escrituras, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
Cruzando o Limiar da Esperança de João Paulo II/ a Vittorio Messori, Ed. Francisco F. Alves
quarta-feira, 4 de julho de 2012
O Evangelho do Reino de Deus
Ouvir a Jesus é ouvir o próprio Deus
Observação: Esta página havia sido publicada no início de julho, mas por um lapso 'ela foi apagada', por isso estou publicando novamente, devido a importância de se conhecer o que diz Jesus sobre o Reino de Deus.
Jesus em sua pregação põe em primeiro lugar o Reino de Deus. "O que ele anuncia é a Boa Nova do Reino (Mt 4,23; 9,35). Os milagres de Jesus são os sinais da presença do Reino e fazem entrever o seu significado. Na nova Aliança anunciada pelos profetas, Deus grava-la-á no coração de cada homem, no mais íntimo do próprio ser, ou então, é o Espírito que deve vir renovar o coração do homem (Ez 36,26ss).
Jesus compara a Palavra de Deus como uma semente colocada no coração do homem para ali ser princípio de vida moral nova ( Mt 13,18-23). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado das crianças" para entrar no reino dos céus (Mt 18,3): como a criança, deve o homem aceder em receber tudo de Deus. Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" ( Jo 3,3.5). O Reino vem quando a Palavra de Deus é dirigida aos homens, como uma semente atirada à terra: o reino tem que crescer e crescerá por seu próprio poder, como grão ( Mt 13,3-9; 18-23).
Parábola do semeador. Assim disse Jesus: "Eis que o semeador saiu para semear. E ao semear,uma parte caiu à beira do caminho e as vieram e a comeram. Outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra. Logo brotou, porque a terra era pouco profunda. Mas, ao surgiu o sol, queimou-se e por não ter raiz, secou. Outra ainda caiu entre os espinhos. Os espinhos cresceram e abafaram. Outra parte caiu em terra boa e produziu fruto, um cem, outra sessenta e outra trinta. Quem tem ouvidos, ouça!" Aproximando os discípulos perguntaram-lhe:" Porque falas em parábolas?" Jesus respondeu: " Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não". Certamente haveis de ouvir, e jamais entendereis. Certamente haveis de enxergar e jamais vereis, porque o coração desse povo se tornou insensível. E eles ouviram de má vontade, e fecharam os olhos, para não acontecer que vejam com os olhos e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração e se convertam, eu os cure.Mas felizes os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Explicação da parábola do semeador:-"Alguém ouve a Palavra do Reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Esse é que foi semeado à beira do caminho. O que foi semeado em lugares pedregosos, é aquele que ouve a palavra e a recebe imediatamente com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, é de momento : quando surge uma tribulação ou uma perseguição por causa da Palavra, logo sucumbe. O que foi semeado entre os espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas os cuidados do mundo e a sedução da riqueza sufocam a Palavra e ela se torna infrutífera. O que foi semeado em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a entende. Esse dá fruto produzindo à razão de cem, sessenta e trinta."
O Reino de Deus é um dom de Deus por excelência, mas para recebê-lo é preciso cumprir certas condições. Se tudo é de graça, os homens devem responder à graça: uma alma simples, uma atitude de criança, uma ativa busca do Reino e sua justiça, o cumprimento da vontade do Pai, especialmente a caridade fraterna ( Mt 25,34), tudo isso se exige de quem quer entrar no Reino e finalmente herdá-lo. Pois todos serão chamados, mas nem todos serão eleitos. É preciso crer em Jesus para entrar no Reino. Jesus é o semeador, nosso coração a terra, e a semente a palavra de Deus.
Os pecadores endurecidos no mal " não herdarão o Reino de Cristo e de Deus" (1Co 6,9s; Gl 5,21; Ap 22,14s). Consultem as citações bíblicas para maior conhecimento dessa realidade.
Reflexão: O mundo nos seduz com suas tentadoras e constantes ofertas. Infelizmente, a busca pelos bens materiais, status, poder e fama, constantemente nos seduz e nos leva a querer e a ter mais e mais, deixando de lado a fraternidade, os princípios básicos da moral, e da ética. De coração endurecido, o homem se fecha à Palavra de Deus e não produz frutos de vida eterna. Só os que ouvem a Palavra de Deus e creem, aceitam e guardam no seu coração. Deixando-a germinar produzem frutos. O Pai nos ama e não quer que ninguém se perca. E por isso Jesus veio para nos ensinar como chegar até o Pai. Para aprofundar no conhecimento da Palavra, sugiro ler as citações bíblicas da página.
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
imagem: Jesus_ pregando jpg +1
"É preciso crer em Jesus para entrar no reino dos céus" (At 8,12)
Jesus em sua pregação põe em primeiro lugar o Reino de Deus. "O que ele anuncia é a Boa Nova do Reino (Mt 4,23; 9,35). Os milagres de Jesus são os sinais da presença do Reino e fazem entrever o seu significado. Na nova Aliança anunciada pelos profetas, Deus grava-la-á no coração de cada homem, no mais íntimo do próprio ser, ou então, é o Espírito que deve vir renovar o coração do homem (Ez 36,26ss).
Jesus compara a Palavra de Deus como uma semente colocada no coração do homem para ali ser princípio de vida moral nova ( Mt 13,18-23). Por outro lado, ele ensina que é necessário "voltar ao estado das crianças" para entrar no reino dos céus (Mt 18,3): como a criança, deve o homem aceder em receber tudo de Deus. Verdade esta que se explica no IV evangelho: "É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus" ( Jo 3,3.5). O Reino vem quando a Palavra de Deus é dirigida aos homens, como uma semente atirada à terra: o reino tem que crescer e crescerá por seu próprio poder, como grão ( Mt 13,3-9; 18-23).
Parábola do semeador. Assim disse Jesus: "Eis que o semeador saiu para semear. E ao semear,uma parte caiu à beira do caminho e as vieram e a comeram. Outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra. Logo brotou, porque a terra era pouco profunda. Mas, ao surgiu o sol, queimou-se e por não ter raiz, secou. Outra ainda caiu entre os espinhos. Os espinhos cresceram e abafaram. Outra parte caiu em terra boa e produziu fruto, um cem, outra sessenta e outra trinta. Quem tem ouvidos, ouça!" Aproximando os discípulos perguntaram-lhe:" Porque falas em parábolas?" Jesus respondeu: " Porque a vós foi dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não". Certamente haveis de ouvir, e jamais entendereis. Certamente haveis de enxergar e jamais vereis, porque o coração desse povo se tornou insensível. E eles ouviram de má vontade, e fecharam os olhos, para não acontecer que vejam com os olhos e ouçam com os ouvidos, e entendam com o coração e se convertam, eu os cure.Mas felizes os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem.
Explicação da parábola do semeador:-"Alguém ouve a Palavra do Reino e não a entende, vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração. Esse é que foi semeado à beira do caminho. O que foi semeado em lugares pedregosos, é aquele que ouve a palavra e a recebe imediatamente com alegria, mas não tem raiz em si mesmo, é de momento : quando surge uma tribulação ou uma perseguição por causa da Palavra, logo sucumbe. O que foi semeado entre os espinhos é aquele que ouve a Palavra, mas os cuidados do mundo e a sedução da riqueza sufocam a Palavra e ela se torna infrutífera. O que foi semeado em terra boa é aquele que ouve a Palavra e a entende. Esse dá fruto produzindo à razão de cem, sessenta e trinta."
O Reino de Deus é um dom de Deus por excelência, mas para recebê-lo é preciso cumprir certas condições. Se tudo é de graça, os homens devem responder à graça: uma alma simples, uma atitude de criança, uma ativa busca do Reino e sua justiça, o cumprimento da vontade do Pai, especialmente a caridade fraterna ( Mt 25,34), tudo isso se exige de quem quer entrar no Reino e finalmente herdá-lo. Pois todos serão chamados, mas nem todos serão eleitos. É preciso crer em Jesus para entrar no Reino. Jesus é o semeador, nosso coração a terra, e a semente a palavra de Deus.
Os pecadores endurecidos no mal " não herdarão o Reino de Cristo e de Deus" (1Co 6,9s; Gl 5,21; Ap 22,14s). Consultem as citações bíblicas para maior conhecimento dessa realidade.
Reflexão: O mundo nos seduz com suas tentadoras e constantes ofertas. Infelizmente, a busca pelos bens materiais, status, poder e fama, constantemente nos seduz e nos leva a querer e a ter mais e mais, deixando de lado a fraternidade, os princípios básicos da moral, e da ética. De coração endurecido, o homem se fecha à Palavra de Deus e não produz frutos de vida eterna. Só os que ouvem a Palavra de Deus e creem, aceitam e guardam no seu coração. Deixando-a germinar produzem frutos. O Pai nos ama e não quer que ninguém se perca. E por isso Jesus veio para nos ensinar como chegar até o Pai. Para aprofundar no conhecimento da Palavra, sugiro ler as citações bíblicas da página.
Fonte: As Escrituras Sagradas, a Bíblia
Vocabulário de Teologia Bíblica, Ed. Vozes
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