terça-feira, 8 de abril de 2014

"Maria, modelo de Fortaleza"

             

















 "virtude, que nos assegura a firmeza e a constância na prática do bem"






"Perto da cruz  de Jesus, permaneceu de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: Mulher, eis aí teu filho" (Jo 19,25). 

"A fortaleza assegura a firmeza e a constância na prática do bem diante das dificuldades. Reafirma a resolução de resistir às tentações e de superar os obstáculos na vida moral. A virtude da fortaleza a torna capaz de vencer o temor, inclusive a morte, e de fazer frente às provas e perseguições. Capacita para chegar a renuncia e ao sacrifício da própria vida para defender uma causa justa. 'Minha força e meu cântico é o Senhor' (Sal 118,14) 'no mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo' (Jo 16,33).

"A fortaleza é a virtude que todos nós católicos recebemos em nosso batismo, e é um auxílio excelente para permanecer firmes e fiéis diante das dificuldades, dos sofrimentos, da dor e da cruz de cada dia. Mas "a fortaleza também nos dá  a firmeza e a constância na prática do bem" De onde vem essa fortaleza do católico?  São Paulo nos responde em sua carta aos romanos: "Se Deus está conosco quem é contra nós? (Rm 8,31). Jesus mesmo nos disse: "Se permanecerdes em mim e minhas palavras em vós, pedi o que quiseres" (Jo 15,7) Assim, todo aquele que esteja unido a Jesus Cristo, na vida de graça e oração poderá sentir seguro, porque com Cristo tudo pode."

Reflexão: "A Virgem Maria é nosso exemplo de fortaleza, pois ao pé da cruz, vendo seu filho crucificado, permaneceu fiel. Sua alma estava fortalecida, porque tinha sua confiança fortalecida em Deus. Maria foi tão forte diante da dor porque sempre esteve unida a Deus na oração, na fé e na confiança. Somos convidados a seguir seu grande exemplo, de estarmos unidos a Deus em oração: orar, orar, e esperar em Deus e não duvidar." A fé e a confiança nos fazem fortes  para mantermos de pé diante dos sofrimentos que a vida nos coloca.

Fonte:-Mensagem do Guia de Temas Mensais- Virgem Peregrina da Família. (mês/abril)                                                             www.virgemperegrina.com.br
imagem: Maria junto ao pé da cruz de Jesus.

quarta-feira, 12 de março de 2014

A inveja e suas consequências...

                       "Procura-se desvalorizar o outro no intuito de revalorizar-se a si mesmo"
                                                      "Da inveja nasce o ódio..."

 Inveja - raiz do mal no coração do homem:
 Caim, fica extremamente irritado por inveja de seu irmão Abel por ter recebido do pai o reconhecimento dos seus dons e a bênção e, não o reconhecimento pelos seus dons, por isso o mata.
 Esaú conheceu o ódio por Jacó, seu irmão, por  causa da bênção que seu pai lhe concedeu; nascendo o desejo de matá-lo, contudo, Deus o protege e mantem sua vida.
  Os irmãos de José  também conheceram o ódio, ao ver que seu pai o preferia, passaram a maltratá-lo e alimentaram  o desejo de matá-lo, decidiram então vendê-lo aos viajantes que o levaram como escravo para o Egito.

A inveja é um vício capital - " leva uma pessoa a sentir tristeza diante dos bens do outro e do desejo de possuí-lo, mesmo de forma indevida. A tristeza sobrevém pela frustração, quando o ser humano não realiza seus desejos. Às vezes, ela vem acompanhado da cólera. A cólera é a mais forte das paixões; é uma ebulição da parte irascível da alma, uma indignação por não conseguir ter o que o outro tem".

"A inveja mostra-se na contínua comparação  de si mesma com os outros: "não sou capaz de encontrar-me com nenhuma outra pessoa sem comparar-me com ela. Imediatamente começo a avaliar, a valorizar, a desvalorizar e a revalorizar. De modo geral, procuro a desvalorizar o outro no intuito de revalorizar-me a mim mesmo. E inversamente quando não sou bem sucedido com isso, me desvalorizo a mim mesmo".

"Na inveja eu não estou comigo, não estou satisfeito comigo mesmo e não tenho nenhum sentimento por minha dignidade, reconhecendo meu valor somente em comparação com os outros. Essa atitude torna-se cansativa para si mesmo, esforçar a ter que superar os outros. Não se trata de nos livrar completamente dessa busca por reconhecimento, mas de relativizá-la de maneira a não tornarmos dependentes dela".

Santo Agostinho via na inveja "o pecado diabólico por excelência". "Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado por sua prosperidade".

"Nossa cobiça por posses jamais será satisfeita, caso orientemos exclusivamente para as coisas do mundo. Somente quando nos voltarmos para as riquezas interiores, é que a aspiração pela posse exterior ganhará seu devido lugar.  É por isso que a Bíblia transforma este instinto, apontando-nos os bens interiores, como é o caso da pérola preciosa e do tesouro do campo. Dentro de nós, isto é, em nossa alma, podemos encontrar uma imensa riqueza, é aí que encontramos Deus e todas as potencialidades com que nos agraciou"

Reflexão: - "A inveja provem muitas vezes do nosso orgulho. O cristão é chamado a exercitar a benevolência,  no caminho da humildade, a alegrar-nos com os progresso do irmão, do amigo e, imediatamente Deus será glorificado por ele. Deus será louvado, dirão, porque o servo soube vencer a inveja colocando sua alegria nos méritos dos outros".

Fonte: -As Escrituras Sagradas, a Bíblia.
            -Catecismo da Igreja Católica - Editora Vozes (...) - 3a. edição- 1993.
            - O Céu Começa em Você - de Anselm Grün - Editora Vozes - 13a. edição.
Imagem:  ("estudos gospelmais") - representando o mal que arde no coração do ser humano

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

10 Lições de vida, segundo o Papa Francisco.


                  


1- "Viajar leve pela vida" - Ser desapegado. "Quem tem pouco é mais livre, mais feliz". Uma fórmula que pode nos ajudar a repensar o materialismo exagerado de nossos tempos, diz o teólogo Altmayer. A ânsia pelo 'ter' tem sufocado os homens.

2 - Dê importância aos valores - Em lugar do apego aos bens materiais, desenvolver valores, ser simples. Construir uma história de vida com gestos de generosidade e solidariedade humana, essenciais à vida. Desenvolver os talentos e colocá-los em função dos menos favorecidos, os mais necessitados e ao bem comum em geral.

3 - Cultive as relações pessoais - marcadas pela generosidade e solidariedade, com as pessoas que estão ao nosso redor; desde as pessoas importantes até as mais simples. "A mensagem da vida voltada para os outros é que é possível e talvez necessária; envolver-se com aqueles que estão ao nosso redor. Sair da zona de conforto da família e participar da vida de mais gente e, convidá-las a fazer parte de nossas vidas".

4- Frequente a rua - "visite áreas pobres, utilize os mesmos meios de transporte, ande a pé pelas ruas do bairro; interesse pelas causas sociais, crie laços com a comunidade e enxergue questões que de outra forma não viria. Nas palavras do próprio Papa, "andar pela rua e misturar-se ao povo esclarece e humaniza". "Para as pessoas comuns, o exercício de caminhar e se misturar amplia o senso de realidade e ajuda tomar pulso da cidade e da sociedade em que vive. Ainda é na rua que a vida pública acontece, com suas alegrias e complicações. Quem não quer se distanciar da maioria da sociedade em que vive deveria caminhar pelas ruas".

5- Seja comum e extraordinário - "esteja inserido no seu grupo seu social, participe como uma pessoa comum; conviva com seus amigos, participe de entretenimentos, valorize a cultura e o conhecimento.

6 - Cultive a diferença - "seja aberto ao diálogo com pessoas e instituições com valores diferentes dos seus. Pessoas que pensam diferente de nós não são necessariamente adversárias ou inimigas. Suas opiniões e experiencias não deveriam apenas se toleradas, mas contempladas com atenção e respeitadas. Idéias diferentes das nossas nos enriquecem". Servir e ajudar seja quem for deve ser o lema de todos."

7 - Valorize a família - cultive o espírito de solidariedade entre os irmãos. Participe do convívio familiar. Valorize e respeitem as experiências dos pais e avós. Cultive os valores morais, religiosos e a herança cultural.

8 - Não tenha vergonha de ser humilde - seja simples na roda de amizades, no trabalho; não deixem que as posições assumidas no trabalho, na sociedade alterem seus hábitos, seu caráter, sua personalidade.

9 - Reconheça seus defeitos - "Todo mundo peca, e muito". "Se o conceito de pecado hoje em dia está fora de moda, a ideia de erro pessoal persiste. Temos dificuldades de em admiti-los, para nós mesmos e para os outros. Sejamos mais honestos e mais compreensivos com nós mesmos e com os outros".

10 - Cuide de seus amigos - A amizade é uma grande dádiva de Deus, disse o papa Francisco. "Com ela, podemos conhecer o amor da diferença, sem barreiras, da ternura permanente. Para o Papa, a amizade é uma relação transformadora  de profundo engajamento que requer atenção e doação. Amizade não é apenas uma forma de entretenimento. Amigo não é apenas quem ri com você, mas quem conhece suas fraquezas, divide suas dúvidas e partilha suas dificuldades."


Fonte: - Reportagem Especial: 10 Lições de Vida do Papa -
              Revista Época - Editora Globo - edição 791 - julho de 2013

terça-feira, 15 de outubro de 2013

A ambição é uma idolatria

                          "Somos possuídos pela nossa aspiração a possuir sempre mais..."
                        
                        As posses podem nos possuir, nos levam a possuir sempre mais...

 "A ambição do possuir simplesmente  é essencial ao ser humano. Nesta aspiração encontra-se a ânsia por tranquilidade. O que esperamos das posses que possuímos é não ter mais nenhuma preocupação e poder abandonar-nos tranquilamente à vida. O homem que não possui bens é comparável a uma ave altaneira voando livremente pelo céu, sem qualquer preocupação. Por outro lado, a experiencia nos mostra que as posses podem nos possuir, que somos possuídos pela nossa aspiração a possuir sempre mais. Aquele que tem muitas posses está preso - amarrado a seus bens e mesmo quando a morte aproxima, haverá de lastimar-se por ter que deixar o presente. Entrega sua alma, mas não desvia o olhar das coisas; é separado de seu corpo, mas não se separa de suas posses. 
 Nossa cobiça por posse jamais será satisfeita, se orientarmos exclusivamente para as coisas do mundo. Por mais posses que tivermos, a nossa ansiedade mais profunda por tranquilidade e sossego e pela harmonia conosco mesmo não poderá ser satisfeita.
    É por isso que na Bíblia, a Palavra de Deus transforma este instinto, apontando-nos os bens interiores, como é o caso da pérola preciosa e do tesouro no campo. Dentro de nós, isto é,  em nossa alma,  podemos encontrar uma imensa riqueza - é aí que encontramos Deus e todas as potencialidades com que nos presenteou.  Somente em vista desse valor interior é que seremos capazes de desprender-nos dos bens exteriores e libertar-nos de querer possuir sempre mais.
    A ambição vista sob outro ângulo - consiste no contínuo vangloria-se diante dos outros. Tudo é feito unicamente para ser visto por outras pessoas.  Eu penso continuamente nas pessoas e em sua opiniões. E acabo me perguntando: como será meu modo de agir sobre elas? Elas acham bom o que eu faço? e assim eu acabo não estando comigo mesmo e torno-me dependente do juízo das outras pessoas e da necessidade de ser reconhecido.  A busca de reconhecimento, muitas vezes ocorre até mesmo em nossa ação mais piedosa. Não se trata de nos livrar completamente dessa busca de reconhecimento, mas de relativizá-la de maneira a não nos tornarmos dependentes dela".


Reflexão: "Nossa cobiça por posse jamais será satisfeita, se nos voltamos para os apelos do mundo que nos instiga a consumir sempre. Somente quando nos voltarmos para as riquezas interiores é que nossa aspiração pela posse exterior ganhará sua devida medida". Buscai portanto, as coisas do alto e tudo mais vos será acrescentado.

Fonte: Do livro: "O Céu começa em você - Autor -Anselm  Grün
                             Editora Vozes - 13ª.  Edição - 2005.
Imagem: Link para blogs:  Kdfrases. com  - ( para a reflexão sobre ambição)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"Recuperai o domínio de vosso coração..."

                                    e colocai-o suavemente nas mãos do Senhor".
                               
   "Quando caíres em alguma falta, levanta-te com serenidade, humilhando-te profundamente diante de Deus, confessando-lhe sua miséria, mas sem admirares de tua queda. Se soubéssemos bem quem somos, em vez de nos admirarmos de vermos por terra, pasmaríamos ao pensar como podemos permanecer de pé", São Francisco de Sales recomenda-nos que não continuemos "caídos e enlameados" no lugar em que tropeçamos. Não seja isso motivo de espanto, antes retornes o fôlego e desenvolvamos as nossas energias tão depressa como pudermos". Detesta, sim, com as todas forças, a ofensa que fizeste a Deus, e depois com uma grande coragem e confiança na sua misericórdia, volta a empreender o caminho da virtude que havias abandonados".
 O lavrador não se admira de ver as ervas daninhas invadirem a sementeira, mas nem por isso se esforça menos em arrancá-las. Devemos substituir a surpresa causada pelas nossas quedas pelo conhecimento de nossas fraquezas, de nossa pequenez, que é o primeiro grau da humildade.
  Não são mais santos os que cometem menos faltas, mas sim os que têm mais coragem, mais generosidade, mais amor; os que fazem mais esforços sobre si mesmos e não têm medo de escorregar, cair, contanto que avancem". A alma levanta-se sob o amparo do arrependimento e da absolvição sacramental, que tudo vem reparar. Recuperai o domínio do vosso coração e colocai-o suavemente nas mãos do Senhor". Fazei na medida do possível que o vosso coração torne estar em paz convosco mesmo", ainda que saibais de vossa pequenez diante de Deus.

Reflexão:  "Quando há verdadeira humildade, ainda que a alma se reconheça má e por isso esteja triste, essa tristeza não faz acompanhar de perturbação nem inquietação; é um pesar que não produz obscurecimento no espírito, nem aridez; ao contrário, consola-o. A alma aflige-se por ter ofendido a Deus, mas por outro lado, dilata-se na esperança da sua misericórdia".

Fonte:  Do livro: A arte de aproveitar as próprias faltas
          Autor: Joseph Tissot - Editora, Quadrante - 3a, ed. - 2003.
          Imagem: "uma pessoa em oração".

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Conversando com Deus...

   
        
                                    No silêncio da alma, posso falar com Deus...

         "Pedi força e vigor; Deus me mandou dificuldades para me fazer forte,
           Pedi sabedoria; Deus me deu problemas para resolver.
           Pedi prosperidade; Deus me deu energia e cérebro para trabalhar.
           Pedi coragem; Deus me mandou situações para superar.
           Pedi amor; Deus me mandou pessoas com problemas para eu ajudar.
           Pedi favores; Deus me deu oportunidades para eu prosperar.
           Não recebi nada do que queria, recebi tudo que precisava.
           Minhas preces foram atendidas!"

          Reflexão: Descubra o que Deus quer lhe proporcionar na situação que hoje está vivenciando...
          
          Fonte: autor não identificado
          Imagem: "uma pessoa em oração..."

sexta-feira, 19 de julho de 2013

"O caminho para Deus passa pelo encontro consigo mesmo,

                                       pela  descida para dentro de nossa realidade humana...
          
       ...o caminho para o verdadeiro eu."

 "Muitas vezes nós  nos identificamos de tal maneira com os ideais, que acabamos recalcando nossas nossas próprias fraquezas e limites pelo fato de eles não corresponderem ao ideal. Isso conduz a uma divisão, e é justamente esta divisão que nos torna doentes. Esta divisão muitas vezes, se evidencia em nós uma discrepância existente entre o ideal e a realidade. E, por não sermos capazes de reconhecer que não correspondemos ao ideal, acabamos projetando nossas incapacidades sobre os outros, sendo desse modo muito rigorosos para com eles.

   Sem o autoconhecimento corremos sempre o perigo de nossos pensamentos acerca de Deus serem meras projeções. Em muitas pessoas piedosas, percebe-se que elas querem por meio de sua religiosidade esquivar-se da própria verdade. Elas se refugiam em pensamentos e sentimentos piedosos para não precisarem encontrar consigo mesmas, dizem os monges.

   A espiritualidade a partir da nossa realidade, mostra-nos que chegamos a Deus através de uma rigorosa auto-observação e por sincero autoconhecimento. O que Deus quer de nós, não podemos conhecer por meio de altos ideais que colocamos para nós mesmos. Queremos alcançarmos altos ideais para darmos a impressão de estar bem diante dos outros e também diante dele.

  Iniciando nossa espiritualidade pelo autoconhecimento, olhando para nós mesmos, atentos às nossas paixões, é considerado o melhor caminho para o crescimento espiritual. Para os padres do deserto, o caminho para Deus sempre conduz ao autoconhecimento. Nesse sentido, se questiona antes de tudo acerca da sinceridade e da autenticidade. No interior de mim mesmo, sem distrair ou fugir para as atividades, e ou de sonhar acordado; é justamente neste lugar que preciso me colocar. É então que Deus me pede explicações, colocando em questão tudo o que eu havia imaginado a respeito dele e sobre minha vida. Na minha fraqueza sou capaz de reconhecer o plano de Deus para comigo e o que ele poderá fazer de mim quando realizar totalmente sua graça em mim. Aí é possível  experimentar o amor de Deus e sua proximidade salvadora.

  "A espiritualidade sincera não passa por cima da realidade humana, mas no encontro consigo mesmo, é o pressuposto fundamental para todo e qualquer autêntico encontro com Deus." A espiritualidade dos monges é sincera. Ela não passa por cima da realidade humana.  Os monges 'não falam' sobre Deus, eles 'o experimentam'. Eles procuram afastar todas possibilidades de dispersão, a fim de direcionar o espírito completamente para Deus".

Reflexão: "A escada para o reino do céu está escondida em tua alma. Mergulha para dentro dos pecados que estão em ti mesmo e, assim encontrarás ali uma escada pelo qual poderás ascender"( Isaac 302). O caminho espiritual começa nas paixões da alma. São as paixões da alma e as forças impulsivas,  que devem ser primeiramente observadas e com elas se devem lutar. É somente então que se compreende algo a cerca de Deus. Sim, o tratamento das paixões é, o caminho até Deus, afirma Poimen. Onde nós caímos, onde afastamos de Deus, é que aprendemos a lição, a lição que nossas virtudes não são capazes de nos ensinar. Deus nos educa também através de nosso "entulho". Ele nos conduz pelo caminho da humildade e é somente este caminho que conduz a Deus. "O homem necessita de humildade e do temor de Deus como necessita de respiração que lhe sai das narinas"( Miller, SabPad 49). Sem humildade, estamos continuamente em perigo  de colocar Deus a nosso serviço."
       
Fonte:   - Do livro: O Céu Começa em Você.
               A sabedoria dos padres do deserto para hoje.
              - autor- Anselm Grün - Editora Vozes - 13a. ed.
            - imagem:- "o espelho-2.jpg" - ( representando a dificuldade de conhecer o verdadeiro eu)